Na manhã desta quarta-feira (17), a polícia paulista mobilizou 63 agentes para cumprir oito mandados de busca e apreensão. Portanto, o DHPP, o Deic e a Seccional de Praia Grande trabalharam juntos nesta operação. A investigação visa esclarecer o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes.
As equipes atuaram em endereços da capital paulista e da Grande São Paulo. Entretanto, os investigados conseguiram fugir antes da chegada das forças policiais. Além disso, as equipes apreenderam diversos objetos durante as buscas para perícia técnica.
Avanços na investigação sobre a polícia paulista
Ontem (16), o trabalho de inteligência identificou dois envolvidos no crime. Consequentemente, um deles possui antecedentes por roubo e tráfico de drogas. Ademais, os criminosos utilizaram dois veículos na ação: um incendiaram após o crime, enquanto abandonaram o outro.
No veículo abandonado, as equipes coletaram fragmentos de DNA e impressões digitais. Dessa forma, os elementos podem ajudar na identificação dos autores. A Secretaria da Segurança Pública lamentou a morte do delegado, que aconteceu na segunda-feira (15).
O atentado aconteceu em Praia Grande, especificamente no bairro Vila Mirim. Ruy Ferraz Fontes dedicou mais de 40 anos à Polícia Civil de São Paulo. Atualmente aposentado, exercia a função de secretário de Administração em Praia Grande.
Durante sua carreira, ocupou cargos de destaque na corporação. Por exemplo, atuou como Delegado Geral de Polícia e diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital. Igualmente, trabalhou em unidades como Deic, Denarc e DHPP.
Grande parte de sua dedicação profissional focou no combate ao crime organizado. Por isso, a investigação considera possível vingança de facção criminosa. A emboscada que vitimou Ruy Ferraz pode ter motivação ligada a suas ações contra organizações criminosas.
As investigações prosseguem para identificar e prender os responsáveis pelo crime.

