A Prefeitura de Guarulhos interrompeu a distribuição de marmitas para alunos do IFSP (Instituto Federal de São Paulo) em situação de vulnerabilidade social. Assim, desde 29 de agosto, os 100 estudantes beneficiados perderam o auxílio alimentar oferecido pela Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social. Além disso, o programa funcionava desde dezembro de 2024 como apoio crucial para jovens do ensino médio técnico. Entretanto, qual o real motivo dessa decisão que afeta diretamente estudantes vulneráveis?
Programa suspenso após oito meses de funcionamento
Primeiramente, é importante contextualizar que as refeições serviam como auxílio aos jovens matriculados no ensino médio técnico. Dessa forma, beneficiavam estudantes que não conseguem fazer alimentação completa antes de ir ao campus ou ao trabalho. Consequentemente, segundo a administração municipal, o convênio foi firmado pela gestão anterior com falhas no controle.
Justificativa oficial da Prefeitura de Guarulhos
| Alegação Inicial | Retificação Posterior |
|---|---|
| Convênio com falhas de controle | Responsabilidade passou ao governo federal |
| Falta de destinação correta | Mudança de gestão de programas |
| Ausência de verificação CadÚnico | Realinhamento de responsabilidades |
Reuniões em busca de solução
Sobretudo, o IFSP tem realizado tratativas com a gestão Lucas Sanches (PL), mas até o momento não chegaram a uma solução definitiva. Por outro lado, na tarde desta quinta-feira (11), o diretor do Campus Guarulhos, Diego Siviero, esteve reunido com a equipe do vice-prefeito Thiago Surfista (Novo). Ademais, as negociações continuam em andamento.
Solução emergencial através da Cozinha Solidária
Entretanto, enquanto a situação não é resolvida, o instituto conseguiu uma alternativa temporária. Assim sendo, o programa Cozinha Solidária passou a custear e distribuir os alimentos em caráter emergencial. Consequentemente, os estudantes não ficaram totalmente desassistidos durante esse período de transição.
Posicionamento dos estudantes sobre o corte
“Essas marmitas incentivam o estudo das pessoas, ajudavam na vulnerabilidade. Então a gente tem um recado para a prefeitura: essas marmitas não eram um favor, mas sim um direito”, destaca José Walisson, presidente da Atlética Midas do campus Guarulhos do IFSP, em entrevista à Folha de S.Paulo .
Características do campus e alimentação estudantil
Por outro lado, na unidade não há cursos em período integral. Portanto, os estudantes não passam obrigatoriamente mais de seis horas por dia em atividades ligadas às formações. Ademais, conforme determina a lei, nos intervalos são distribuídos lanches secos acompanhados de bebidas.
Lanches oferecidos regularmente:
- Barra de cereal
- Mandioca chips
- Amendoins
- Biscoito de polvilho
- Frutas frescas
- Achocolatado
- Vitamina de frutas
- Sucos integrais
Programa de auxílio permanência continua ativo
Certamente, aos alunos em situação de vulnerabilidade extrema, há um programa de auxílio à permanência. Dessa forma, oferece bolsa mensal de R$ 250 para ajudar no deslocamento e na alimentação. Contudo, esse valor pode ser insuficiente para cobrir todas as necessidades alimentares dos estudantes.
O que o corte de marmitas causa diretamente
Sobretudo, o corte afeta diretamente estudantes que dependiam dessa refeição para manter regularidade nos estudos. Portanto, muitos jovens podem ter dificuldades para se manter no curso técnico sem esse apoio nutricional. Além disso, a medida pode impactar a permanência estudantil, especialmente entre os mais vulneráveis.
Posições conflitantes sobre responsabilidade
Inicialmente, a Prefeitura alegou problemas no controle do convênio anterior. Contudo, posteriormente retificou a informação, afirmando apenas que a alimentação no IFSP passou a ser responsabilidade do governo federal. Por outro lado, o instituto federal mantém negociações para restabelecer o programa municipal.
E agora?
Finalmente, as tratativas entre IFSP e Prefeitura continuam em andamento. Assim sendo, a Cozinha Solidária mantém o fornecimento emergencial enquanto não há solução definitiva. Ademais, estudantes e comunidade acadêmica aguardam resolução que garanta continuidade do apoio alimentar.
Entretanto, será que a mudança de gestão municipal justifica interromper um programa de assistência estudantil? Certamente, essa questão evidencia a necessidade de políticas públicas mais estáveis para apoio aos estudantes em vulnerabilidade social.
*Com informações de Folha de S.Paulo

