O delegado Osvaldo Nico Gonçalves foi nomeado secretário da Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo. A designação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na edição desta terça-feira (02). O antigo chefe da pasta Guilherme Derrite foi exonerado a pedido para reassumir seu mandato como deputado federal na Câmara dos Deputados.
Nico ocupava a posição de número dois na secretaria e seu novo posto representa uma demanda da polícia civil, por mais representação no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em sua trajetória, passou pela Academia de Polícia Civil e é especialista em Polícia Judiciária e Sistema de Justiça Criminal.
Ingressou na Polícia Civil como investigador, habilitado em 1979. Até 1992, atuou em diversos departamentos, como Decap, Deic, Garra e DHPP. Após concluir o curso de formação para delegado, em 1992, fundou o primeiro Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil e tornou-se o primeiro delegado piloto do departamento.
Atuou na Delegacia de Roubos a Bancos (Deic) e, por 12 anos, foi supervisor do Grupo Especial de Resgate (GER) no Garra, comandando mais de 200 policiais. Criou o Grupo Antibombas, voltado a ocorrências envolvendo ameaças, atentados, roubos e explosivos, e o Grupo de Motos, ambos no Garra.
Em 2019, tornou-se o primeiro diretor do Departamento de Operações Policiais Especializadas (Dope). Em abril de 2022, foi nomeado Delegado Geral de Polícia, cargo máximo da Polícia Civil do Estado, no governo de Rodrigo Garcia (PSDB). Desde janeiro de 2023, atuava como secretário-executivo da Secretaria da Segurança Pública.
Entre os casos midiáticos em que atuou em prisões de criminosos conhecidos, esteve envolvido na detenção do médico Roger Abdelmassih, acusado de estupro por pacientes, do sequestrador da filha e do apresentador Silvio Santos, de Fabrício Queiroz, ex assessor da família Bolsonaro e de Paulo Cupertino Matias, acusado de matar o ator Rafael Miguel e a família dele.

