O volume de serviços no Brasil expandiu 0,1% em fevereiro deste ano, em comparação com o mês imediatamente anterior, atingindo um patamar recorde na série histórica. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira, 14, os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), revelando que o avanço foi impulsionado principalmente pelas atividades de Informação e Comunicação, com destaque para os serviços de Tecnologia da Informação, e pelo setor de Transportes.
Cenário de Expansão e Consolidação
Adicionalmente, na comparação com fevereiro do ano anterior, o volume de serviços registrou um crescimento de 0,5%, consolidando seu 23º resultado positivo consecutivo. O acumulado nos últimos 12 meses, conforme os indicadores da pesquisa, alcançou 2,7%. Este cenário reflete uma trajetória de recuperação e estabilidade no setor, que tem se mostrado resiliente frente aos desafios econômicos.
Protagonismo da Informação e Comunicação
O analista Luiz Carlos de Almeida Junior, do IBGE, ressaltou que os serviços de Informação e Comunicação foram os que mais impactaram positivamente o resultado, tanto na variação mensal quanto na comparação anual. Este segmento, que avançou 1,1% em fevereiro, com ênfase nos serviços de TI, tem se consolidado como um motor do crescimento setorial. Segundo Luiz Carlos, esse protagonismo vem se acentuando desde o período pós-pandemia, influenciando o ritmo geral do setor de serviços no país.
Dinâmica dos Setores Investigados
Em fevereiro, a Pesquisa Mensal de Serviços indicou que três das cinco atividades investigadas apresentaram crescimento. Além de Informação e Comunicação e Transportes, os serviços prestados às famílias registraram uma expansão notável de 1,4%. Tal resultado demonstra uma importante recuperação da perda de 0,5% observada em janeiro, alcançando a taxa mais intensa desde março do ano anterior.
Recuo em Outras Atividades
Por outro lado, nem todos os segmentos apresentaram desempenho positivo. Os serviços profissionais, administrativos e complementares registraram uma queda de 0,3%, marcando a terceira taxa negativa consecutiva e acumulando uma perda de 0,7% nesse período. Da mesma forma, os outros serviços recuaram 0,4%, devolvendo parte do ganho expressivo de 3,6% que havia sido observado no mês de janeiro.
Detalhamento do Setor de Transportes
O segmento de Transportes também contribuiu significativamente para o avanço geral, crescendo 0,6% na comparação mensal. De acordo com Luiz Carlos, este crescimento foi impulsionado positivamente, em grande parte, pelo transporte rodoviário de cargas, atividades relacionadas à logística e armazenamento, bem como pelo transporte metroferroviário de passageiros. Contudo, o transporte aéreo de passageiros apresentou um impacto negativo, mitigando parte desse crescimento.
Ao analisar este mesmo tipo de comparação sob a ótica do uso, percebe-se uma distinção clara. Na passagem de janeiro para fevereiro, o transporte de cargas demonstrou um crescimento robusto de 0,9%. Em contrapartida, o transporte de passageiros assinalou estabilidade, registrando 0,0% no período, o que evidencia diferentes comportamentos dentro do amplo setor de transportes brasileiro.

