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Resiliência Hídrica SP: Governo Investe R$ 25 Bi no Abastecimento de Água

Agência SP

O Governo de São Paulo, em uma iniciativa de larga escala, está executando um programa ambicioso para fortalecer a segurança hídrica e a resiliência no abastecimento de água da Região Metropolitana e de todo o estado. Este esforço, que já conta com obras concluídas e outras planejadas até 2030, visa garantir a oferta para os 22 milhões de habitantes da metrópole, especialmente em períodos de estiagem, com um investimento recorde de mais de R$ 25 bilhões.

Maior Programa de Resiliência Hídrica do Estado

O programa em curso representa o maior investimento histórico do estado em segurança hídrica. Conforme a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, intervenções estratégicas já foram finalizadas, a exemplo da interligação Itapanhaú-Biritiba Mirim, que expandiu a capacidade do Sistema Alto Tietê em aproximadamente 17%, beneficiando milhões de paulistas.

Além disso, o foco atual reside na ampliação de estações de tratamento de água e na execução de novas construções. Estas iniciativas são fundamentais para incrementar a oferta hídrica global, reforçando a segurança do abastecimento para uma população em constante crescimento, com medidas que abrangem todas as regiões paulistas.

Novas Metodologias e Monitoramento Aprimorado

A gestão do abastecimento em São Paulo avançou com o aperfeiçoamento da metodologia de monitoramento da segurança hídrica na Região Metropolitana. Esta nova abordagem emprega uma base de dados mais robusta, incorporando a série histórica do comportamento hidrológico dos últimos 15 anos para análises mais precisas.

Importante ressaltar que este período considera eventos climáticos significativos, como El Niño e La Niña, o que é crucial diante das previsões de ocorrência desses fenômenos nos próximos meses. Portanto, o Sistema Cantareira agora possui uma curva de monitoramento independente, enquanto o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) é acompanhado simultaneamente.

Obras Concluídas e em Operação

Entre as obras de destaque já entregues, a Transferência Itapanhaú-Biritiba Mirim, com um aporte de R$ 161 milhões pela Sabesp, adicionou 2 mil litros por segundo de água bruta ao Sistema Alto Tietê. Consequentemente, a disponibilidade hídrica de um dos principais sistemas produtores da Região Metropolitana foi significativamente ampliada, fortalecendo a resiliência hídrica SP.

Complementarmente, a transferência Guaratuba incrementou o abastecimento em outros 200 litros por segundo, com um investimento de R$ 10 milhões, ambas as obras foram concluídas já em 2025. Adicionalmente, a Sabesp investe R$ 525 milhões na construção de 31 novos reservatórios, localizados em 24 centros de reservação da Região Metropolitana.

Estas estruturas visam aumentar a capacidade de armazenamento de água tratada em 202,5 mil metros cúbicos. Em virtude disso, a manutenção do abastecimento em horários de pico de consumo torna-se mais estável e eficiente. Tais iniciativas somam-se a ações já operacionais, como as interligações entre os sistemas produtores e o Aquapolo, focado no reúso industrial de água.

Ademais, o Governo de São Paulo finalizou 28 intervenções estruturais em estações de tratamento, estações de bombeamento, adutoras e válvulas de controle, com um investimento de R$ 112,7 milhões. Desse total, dez já estão em pleno funcionamento. Nos últimos três anos, cerca de R$ 148 milhões foram aplicados na perfuração de 141 poços profundos, ampliando a disponibilidade hídrica em diversas regiões.

Projetos Futuros e Expansão Regional

O programa de resiliência hídrica, embora com foco metropolitano, se estende a todas as regiões do estado. Entre as obras emblemáticas em andamento, encontram-se as barragens de Pedreira e Duas Pontes, e o Sistema Adutor Regional (SAR) dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Além disso, o Programa Rios Vivos prevê o desassoreamento e a revitalização de 479 cursos d’água.

Para dezembro de 2026, a Sabesp planeja a instalação de tratamento por membrana na Estação de Tratamento de Água (ETA) Rio Grande, que gerará um ganho de 500 litros por segundo com R$ 95 milhões de investimento. Simultaneamente, a ETA Baixo Cotia receberá um retrofit que ampliará a produção em mil litros por segundo, com aporte de R$ 357 milhões.

Contudo, uma das maiores intervenções projetadas para 2027 é a Transposição Billings-Taiaçupeba. Esta obra transportará água do braço Rio Pequeno da Billings, em São Bernardo do Campo, até o reservatório de Taiaçupeba, em Suzano, integrante do Sistema Alto Tietê. Este projeto adicionará 4 mil litros de água bruta por segundo, demandando um investimento de R$ 1,4 bilhão.

Em suma, o conjunto de obras estruturais atualmente em andamento na Região Metropolitana de São Paulo representa mais de R$ 5 bilhões em investimentos até 2027. Essas ações são cruciais para assegurar e fortalecer a resiliência hídrica SP diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e o crescimento populacional.

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