O Governo de São Paulo e a Polícia Federal (PF) formalizaram nesta terça-feira, 14 de maio, a prorrogação e ampliação do Acordo de Cooperação para a criação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco). A assinatura do termo ocorreu na sede da Superintendência da PF em São Paulo, na zona oeste da capital paulista. Esta iniciativa visa intensificar o combate a organizações criminosas, tráfico de drogas e armas, além de crimes violentos em todo o estado, reforçando a segurança pública.
Expansão Estratégica e Novos Parceiros
A Ficco, inicialmente estabelecida em 2023, teve seu acordo estendido por mais dois anos, com vigência prevista até abril de 2029, mas com possibilidade de novas prorrogações. O projeto, que já contabiliza 260 operações bem-sucedidas contra o crime organizado desde sua criação, demonstra a eficácia da atuação conjunta das forças de segurança estaduais e federais. Assim, a ampliação agora inclui a criação de duas novas bases estratégicas e a adesão de mais um órgão vital.
Bases em Santos e Paulínia
Conforme o novo acordo, as regiões de Santos, no litoral paulista, e Paulínia, na região de Campinas, receberão as novas unidades da Ficco. Estas localidades foram selecionadas por sua relevante posição estratégica no enfrentamento ao crime organizado. Santos, por exemplo, representa um porto crucial para o tráfico internacional de drogas e armas, enquanto Paulínia é um importante hub logístico, conectando diversas rodovias e servindo como ponto de distribuição. Portanto, a presença da Força Integrada nestes pontos é fundamental para cortar rotas e desmantelar a infraestrutura criminosa.
Além da expansão territorial, o Acordo SP PF Crime Organizado agora conta com a participação da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Este reforço é crucial, uma vez que a PRF possui uma atuação capilar nas rodovias, que são frequentemente utilizadas para o transporte de ilícitos e para a logística das facções criminosas. A integração da PRF à Ficco, que já reúne a Polícia Federal, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), fortalece significativamente o alcance e a capacidade de interceptação das operações.
Resultados e Visão Futura
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, ressaltou o comprometimento do Estado em desarticular organizações criminosas de forma integrada. Segundo ele, o objetivo é buscar a responsabilização criminal de todos os envolvidos, além de contribuir para uma notável redução dos índices de criminalidade e violência em todo o território paulista. A cooperação entre as agências permite uma resposta mais coordenada e robusta aos desafios impostos pelo crime organizado.
A Importância da Integração Policial
O superintendente regional da Polícia Federal em São Paulo, Rodrigo Luis Sanfurgo de Carvalho, salientou os resultados extremamente positivos alcançados por meio da Ficco. Ele enfatizou que o projeto representa um modelo de segurança pública onde há integração de todas as forças policiais, concentradas no mesmo propósito. Essa sinergia, aliás, é o pilar para o compartilhamento de dados, inteligência e expertise, permitindo o desenvolvimento de estratégias mais precisas e eficazes no enfrentamento ao crime organizado.
O plano de trabalho da Ficco tem como premissa ampliar a integração entre a União e o Estado de São Paulo, tornando mais eficaz o combate aos crimes violentos, ao tráfico de drogas e de armas perpetrados por organizações criminosas. Desse modo, o fortalecimento das operações conjuntas e o intercâmbio de informações entre as agências de segurança são essenciais para construir um ambiente mais seguro para a população paulista, dificultando a atuação do crime organizado em suas diversas manifestações e garantindo maior tranquilidade social.

