O grupo é contrário as demissões provocadas pela prefeitura e que levam a morte de José Benedito Pinto na fila da rescisão no CEU Continental
O agente de portaria, José Benedito Pinto, de 70 anos, funcionário da Proguaru há 21 anos morreu na última sexta-feira (10) enquanto aguardava por sua demissão em uma fila montada no CEU Continental sob comando da Prefeitura de Guarulhos.
O Guarulhos Online foi o primeiro a noticiar sua morte, os colegas transmitiam ao vivo nas redes sociais, a movimentação do protesto que acontecia no local. O funcionário não que integrava o ato estaria no aguardo para assinar a rescisão, no momento em que passou mal e caiu.
Fazia calor e do lado de fora, o idoso sofreu um ataque cardíaco, foi socorrido pelos colegas, pela Guarda Civil e em seguida pelo SAMU, mas não resistiu. Segundo testemunhas, ele teria ido antes ao seu posto de trabalho, uma escola no Jd. Ottawa.
Lá teria sido informado que teria que assinar o desligamento da Proguaru, a ação no CEU receberia 400 pessoas para entregarem crachá, uniforme e assinar a demissão. No entanto, em razão de sua morte, o atendimento foi suspenso e não tem previsão de retorno.
Com forte apelo social, o caso da Proguaru chegou à grande mídia e a morte de Benedito gerou repercussão e ainda mais indignação por parte dos guarulhenses. O presidente da Câmara de Guarulhos, vereador Fausto Miguel Martello (PDT) lamentou o falecimento do servidor da Proguaru em nome do Legislativo, por meio de nota.
A OAB Guarulhos, também se manifestou sobre o caso e afirmou “Os últimos acontecimentos demonstram que o Poder Executivo está agindo de maneira atabalhoada, sem respeito com a história dos empregados e com grave desrespeito ao princípio da dignidade da pessoa humana.”
Benedito morreu no dia internacional dos direitos humanos, o velório e sepultamento foram realizados no sábado (11) no cemitério do Bonsucesso. A Prefeitura de Guarulhos não se manifestou sobre o caso, já a administração da Proguaru atribuiu o cenário da morte à sindicalistas e políticos de oposição que impediam os funcionários de assinar a demissão.
Nesta segunda-feira (13) o sindicato dos servidores (STAP) e a comissão de trabalhadores da Proguaru marcaram um protesto às 16h em frente ao Paço Municipal, eles cobram justiça pelo colega de trabalho e são contrários a demissão em massa.

