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Temporada de pipas é antecipada devido a pandemia e quarentena vira férias nas periferias

Foto: Reprodução

Pelas periferias da cidade não é preciso ser desatento para perceber dezenas de adultos e crianças nas ruas ‘empinando’ pipas. O período de férias escolares entre dezembro e fevereiro e junho e julho é quando, geralmente, elas aparecem pelos céus da cidade.

Mas a quarentena em todo estado de São Paulo desde 24 de março obrigou que muitas famílias ficassem em casa para se blindarem do contágio pelo novo coronavírus. Em vão, a recomendação é desrespeitada por muitos pais que levam os filhos para soltar pipas nas ruas.

As lajes e não são suficientes para ter uma boa visão da quantidade de pipas postas ao alto, nem há espaço diante dos fios e postes de energia em que as pipas ficam penduradas. Por isso, algumas pessoas se arriscam, levando inclusive crianças, para campos abertos longe de casa.

A reportagem GO observou que alguns adolescentes até usam máscara, mas, são apenas uma parcela da quantidade de jovens que estão nas ruas. Alertados sobre os riscos do vírus, os ouvidos pelo GO disseram por unanimidade “É muito chato ficar em casa o tempo todo”.

Por outro lado, outros pais com quem conversamos enfatizaram que é difícil convencer ou ‘segurar’ os adolescentes a ficarem dentro de casa. Por outro lado, alguns pais acompanham os filhos e se arriscam em locais, em que várias pessoas se aglomeram para soltar pipas.

Ao conversar com algumas dessas pessoas, eles atribuem a saída de casa à três fatores. Moram em locais pequenos com muitos familiares, estão acostumadas a sair para trabalhar diariamente e é difícil ficar 24 horas ‘preso’. Eles revelaram que a pandemia mudou a rotina.

A doença não é seletiva, nem opta por quem está trabalhando ou se divertindo, ninguém está imune. O fato é que ir às ruas é se expor ao risco de contágio, mesmo para quem acredita que não vai ser infectado porque está usando máscara ou não integra o grupo de risco.

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