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Tensões no Golfo Pérsico: Irã e EUA em Rota de Colisão Após Acordo Frustrado

© Stringer/Reuters/Proibida reprodução

O Irã ameaça fechar o estratégico Estreito de Ormuz para todo o tráfego marítimo e retaliar duplamente alvos inimigos, intensificando a tensão com os Estados Unidos no Golfo Pérsico. Esta escalada bélica ocorre poucas semanas após ambos os países terem assinado um memorando de entendimento para encerrar operações militares e evitar novos conflitos. A troca de acusações e ataques mútuos, registrada entre julho e agosto de 2020, põe fim ao breve cessar-fogo.

Advertência Iraniana e o Fim do Acordo

A emissora estatal iraniana Press TV informou sobre as declarações da República Islâmica, que prometeu forte reação a qualquer novo ataque. Essa postura beligerante, contudo, surge a menos de um mês da assinatura de um memorando em 17 de junho de 2020. Naquele momento, Estados Unidos e Irã haviam concordado em um compromisso de “encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes” e em “não iniciar nenhuma guerra nem qualquer operação militar entre si”, visando uma desescalada na região crucial do Oriente Médio.

Apesar do acordo recente, o então presidente estadunidense Donald Trump declarou o entendimento com os iranianos “acabado” em agosto de 2020. Antes de participar de uma cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Ancara, na Turquia, Trump afirmou publicamente: “Não quero lidar com eles”. Além disso, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de violar o cessar-fogo estabelecido, aprofundando a crise diplomática.

Ataques Mútuos Aprofundam a Crise Regional

As tensões no Golfo Pérsico se exacerbaram após as forças armadas norte-americanas realizarem ataques a bases costeiras e instalações não militares no Irã. Os alvos incluíram a província de Hormozgan, no sul do país, e Mahshahr, localizada na província do Khuzistão, no sudoeste iraniano. Enquanto isso, o Irã classificou essas ações como uma violação direta do memorando de entendimento e um ato de agressão.

Em retaliação, as forças iranianas informaram ter atacado 85 alvos militares dos EUA, utilizando mísseis e drones. Segundo a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) confirmou à Press TV, os ataques teriam visado instalações sensíveis no Porto Salman, área da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, e na estratégica Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait. Essa troca de fogo direto sublinha a gravidade da escalada militar e a fragilidade dos esforços diplomáticos na região estratégica do Golfo Pérsico.

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