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Terapia Ocupacional fortalece cuidado e autonomia nos CAPS

Foto: Freepik

Terapia Ocupacional UNG CAPS: A Força da Autonomia

A busca por profissionais em Terapia Ocupacional (TO) tem apresentado um crescimento notável nos últimos anos. De acordo com dados do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, houve um aumento de 35% no número de registros comparado a 2023. Nesse contexto, o coordenador e professor do curso de Terapia Ocupacional da Universidade Guarulhos (UNG), Felipe Gemelgo, destaca a relevância crescente da especialidade, principalmente nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

O quê: Atuação da Terapia Ocupacional (TO) nos CAPS.
Quem: Felipe Gemelgo, coordenador e professor da UNG.
Quando: Crescimento da atuação nos últimos anos (35% de aumento de registros).
Onde: Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
Por quê: Fortalecer o cuidado, a autonomia e a reinserção social de pessoas com sofrimento psíquico.
Como: Através de ações práticas, reorganização de rotinas e vivências terapêuticas.
Quanto: O aumento da busca por profissionais é de 35% (dado do COFFITO).

Em primeiro lugar, o coordenador explica que a presença do terapeuta ocupacional no CAPS faz parte da própria construção da reforma psiquiátrica no país. Além disso, essa atuação segue sendo essencial para aproximar o cuidado do cotidiano real das pessoas atendidas. Em outras palavras, o trabalho vai além do consultório, envolvendo ações práticas como ajudar na retirada de documentos, acompanhar trajetos ou intervir na reorganização de rotinas para favorecer novos vínculos sociais.

A Ética do Cuidado e a Terapia Ocupacional UNG CAPS

Segundo o professor Gemelgo, essa atuação nasce de uma compreensão ética sobre o cuidado em saúde mental. Conforme esclarece o especialista, “Nos CAPS, nosso papel é trabalhar para as pessoas continuarem vivendo em suas casas, convivendo com seus vínculos reais, circulando pelos espaços que desejam ou precisam frequentar e (re)construindo seus projetos de vida, mesmo quando enfrentam um sofrimento psíquico intenso”. Portanto, o foco é na vida em comunidade e na autonomia, e não apenas na doença.

Dentro dos serviços, o terapeuta ocupacional organiza vivências que ajudam os usuários a ampliarem repertórios, descobrirem interesses e reconstruírem rotinas. Por exemplo, oficinas, grupos, atividades expressivas e atendimentos individuais se tornam oportunidades de escolha, pertencimento e participação social. Para muitas pessoas, essas experiências são inéditas e marcam novos caminhos possíveis no processo de autonomia.

Afinal, “Muitas vezes, nos CAPS, as pessoas têm experiências inaugurais em suas vidas, seja em grupos terapêuticos, oficinas, atendimentos individuais ou no território. Nós criamos oportunidades para que elas vivenciem atividades expressivas, descubram interesses, exercitem habilidades e estabeleçam novas formas de se relacionar consigo mesmas e com o mundo”, destaca o professor.

Formação na UNG e o Futuro da Profissão

Quem decide seguir nesta área terá contato com disciplinas que abordam saúde coletiva, políticas públicas, psicologia da saúde e aspectos sociais do sofrimento psíquico. Assim sendo, o curso de Terapia Ocupacional da UNG inclui conteúdos específicos, aproximando o aluno dos desafios enfrentados nos serviços e o preparando para uma atuação crítica e sensível ao território. Dessa forma, a formação busca suprir a crescente demanda por profissionais qualificados, conforme atestam os dados do Conselho Federal.

Em suma, a Terapia Ocupacional UNG CAPS é um elo fundamental na rede de atenção psicossocial. Certamente, a valorização e o crescimento desta área são reflexos de uma sociedade que busca, cada vez mais, a inclusão e a autonomia para todos. Será que a sua rotina de cuidado já inclui a Terapia Ocupacional?

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