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Terremotos na Venezuela deixam milhares de mortos e desaparecidos em julho

© Reuters/Ricardo Arduengo/Proibida reprodução

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, confirmou em 2 de julho o balanço atualizado das vítimas dos dois terremotos que assolaram o país em 24 de junho. Os tremores causaram a morte de 2.595 pessoas, enquanto o número de feridos ultrapassa os 12 mil. A nação sul-americana enfrenta uma crise humanitária de grandes proporções.

Os dados mais recentes, divulgados pela representante governamental, detalham a severidade do desastre. Contudo, além dos óbitos e ferimentos confirmados, a incerteza sobre o paradeiro de milhares de cidadãos adiciona uma camada de urgência à situação, demandando esforços contínuos de busca e resgate em várias regiões.

Mais de 50 mil desaparecidos intensificam crise

A Organização das Nações Unidas (ONU) revelou nesta semana uma estimativa alarmante: mais de 50 mil pessoas permanecem não localizadas após os abalos. Ademais, um portal dedicado ao registro de desaparecidos na Venezuela indicou um número ainda maior, com 54.518 indivíduos registrados como perdidos, embora 16.114 já tenham sido reencontrados. Portanto, a dimensão dos desaparecimentos configura um dos maiores desafios humanitários.

Diante deste cenário crítico, Delcy Rodriguez realizou um apelo global. Em entrevista coletiva, a presidente informou ter recebido telefonemas de 72 chefes de Estado e de governo, solicitando o envio urgente de equipes de resgate especializadas. Ela enfatizou que o principal objetivo do governo venezuelano, neste momento, é salvar vidas.

Impacto dos tremores e solidariedade internacional

Os terremotos, que atingiram a Venezuela no final da tarde de 24 de junho, foram de magnitudes 7,2 e 7,5. Os dois principais tremores ocorreram com um intervalo inferior a um minuto entre si, causando devastação generalizada. Após os impactos iniciais, a região ainda registrou vinte réplicas, o que agravou a instabilidade das estruturas e dificultou as operações de salvamento.

O estado de La Guaira, localizado a menos de uma hora da capital Caracas, sofreu os maiores estragos. Edificações residenciais, comerciais e infraestruturas públicas foram severamente danificadas ou completamente destruídas, transformando bairros inteiros em zonas de escombros. A reconstrução da área representa um desafio monumental para as autoridades locais.

Em resposta à calamidade, a comunidade internacional mobilizou-se rapidamente para oferecer assistência. Países como Estados Unidos, China, Brasil, México e Reino Unido, entre outros, enviaram equipes de busca e resgate especializadas, juntamente com equipamentos essenciais, suprimentos médicos e alimentos. Esta colaboração internacional demonstra a urgência e a gravidade da situação enfrentada pela Venezuela.

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