Nos últimos sete anos, até junho de 2025, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) realizou levantamento das médias de congestionamento nas vias de São Paulo. O estudo foi divulgado pelo Mobilidade Estadão e revelou dados importantes. Principalmente, considera a mudança de comportamento e deslocamento no centro expandido de São Paulo pós-pandemia.
Em 2025, os piores dias para trânsito lento com vias em lentidão apresentam o seguinte ranking:
Dias da Semana com Maior Congestionamento:
- Quinta-feira — 395 km de lentidão
- Terça-feira — 379 km de lentidão
- Sexta-feira — 378 km de lentidão
Dessa forma, quinta-feira se destaca claramente como o dia mais problemático para motoristas paulistanos.
Congestionamento aumenta 4% em relação ao ano anterior
Na comparação com ano passado, a lentidão média anual em 2024 alcançou 361 km, representando aumento de 4% em relação a 2023 (348 km). Entre as possíveis razões para esse cenário estão o trabalho híbrido no pós-pandemia e menor previsibilidade nos horários de pico. Consequentemente, o tráfego está mais espalhado ao longo do dia, gerando sensação de congestionamento por mais tempo.
Os dias da semana com mais trânsito coincidem com aqueles em que trabalhadores saem de casa, pegam o carro e seguem para sede da empresa. Paralelamente, nos demais dias, muitas funções são executadas em casa através do trabalho remoto. Essa mudança no padrão de deslocamento alterou significativamente a dinâmica do trânsito urbano.
Segundo dados do Detran, a frota ativa de automóveis cresceu de 4,4 milhões de veículos em 2019 para 4,6 milhões até julho deste ano. Principalmente, esse aumento contribui para intensificação dos congestionamentos na capital paulista.
O trabalho híbrido trouxe mudanças estruturais na mobilidade urbana. Principalmente, tornou o fluxo de veículos menos concentrado em horários específicos. Entretanto, paradoxalmente, criou percepção de trânsito mais intenso durante períodos mais extensos do dia.
Finalmente, esses dados revelam como a pandemia transformou permanentemente os padrões de mobilidade urbana. Consequentemente, autoridades de trânsito precisam adaptar estratégias de gestão para esse novo cenário de deslocamentos mais distribuídos ao longo do dia.

