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Travessia Subaquática Santos–Guarujá: Solução para Escassez Hídrica na Baixada Santista

Agência SP

A Travessia Subaquática Santos–Guarujá, um dos maiores investimentos em infraestrutura hídrica do Governo de São Paulo, está na fase final de construção e promete solucionar o histórico problema de escassez hídrica na Baixada Santista. Com previsão de conclusão para o segundo semestre, a obra, que envolve a instalação de mais de 5 quilômetros de tubos, dos quais 1,5 quilômetro é subaquático, conectará Santos ao Guarujá, garantindo o abastecimento de água tratada para mais de 450 mil pessoas. Este projeto estratégico visa aprimorar significativamente o acesso à água na região.

Investimento e Impacto Estratégico

Com um aporte de R$ 134,7 milhões, a Travessia Subaquática Santos–Guarujá consiste na instalação de uma adutora robusta sob o canal do Porto de Santos. Esta nova infraestrutura terá capacidade para transportar 500 litros de água tratada por segundo, representando um reforço vital para o abastecimento da população do Guarujá, que historicamente enfrenta desafios de acesso à água.

A secretária Natália Resende enfatizou o caráter transformador do projeto. Segundo ela, esta iniciativa, em conjunto com um pacote de investimentos de R$ 8 bilhões previsto para os próximos três anos na Baixada Santista, está modernizando e ampliando a rede de saneamento básico. Portanto, as soluções técnicas planejadas visam assegurar um abastecimento seguro e sustentável para a população atual e futura da região.

A desestatização da Sabesp é apontada como crucial para a viabilização desses avanços, que garantiram os investimentos necessários para superar problemas crônicos. Além disso, a nova adutora ampliará a capacidade de transporte de água especificamente para o Guarujá, sem, contudo, impactar o abastecimento dos municípios vizinhos de Santos e Cubatão.

Ampliação da Capacidade Hídrica Regional

A nova adutora representa a segunda travessia subaquática sob o canal do Porto de Santos, complementando a estrutura já existente entre Ponta da Praia, em Santos, e Vila Lígya, no Guarujá. Ambas as travessias, em conjunto, garantirão o envio de até 500 litros por segundo, reforçando o abastecimento da Ilha de Santo Amaro e da Baixada Santista de maneira geral.

A água será captada na Estação de Tratamento de Água (ETA) Cubatão, que possui capacidade suficiente para atender os três municípios. Posteriormente, o fluxo será direcionado aos reservatórios da Sabesp, e a partir do reservatório do Saboó, em Santos, a água percorrerá a nova adutora. Em suma, o trajeto culminará no reservatório de Vicente de Carvalho, no Guarujá, beneficiando um dos bairros mais afetados pela escassez hídrica em períodos de seca e alta temporada.

Contudo, a Travessia Subaquática Santos–Guarujá não é a única iniciativa em curso para fortalecer a infraestrutura hídrica. Estão também em andamento a implantação do Pulmão de Reservação de Água Potável do Sistema Mambu Branco, com uma capacidade total de 40 milhões de litros, projetado para estabilizar a produção durante fortes chuvas. Por outro lado, a construção da nova Estação de Tratamento de Água Melvi, com capacidade de 1.270 litros por segundo, a partir de 2027, promete uma ampliação estrutural da produção regional.

Inovação e Segurança nas Obras

Durante a execução da Travessia Subaquática Santos–Guarujá, a Sabesp adotou uma abordagem inovadora para garantir a segurança e a eficiência das inspeções. Utilizou-se o cachorro-robô DOM, um equipamento de alta tecnologia controlado remotamente, especificamente projetado para operar em tubulações, galerias e outros ambientes confinados.

O robô DOM está equipado com sensores avançados para detecção de gases, uma câmera de alta definição e um sistema de iluminação potente. Dessa forma, a avaliação das condições internas dos ambientes pode ser realizada de forma minuciosa, sem expor os trabalhadores a riscos operacionais inerentes a esses espaços.

Com uma autonomia de duas horas, otimizada por baterias removíveis, o equipamento é manobrado por profissionais treinados que recebem dados em tempo real. Assim, o DOM contribui significativamente para o monitoramento contínuo das redes operadas pela companhia e para o acompanhamento detalhado do progresso das obras.

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