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Uso de internet na TV salta de 7% para 63% em dez anos em SP, mostra estudo da Seade

Foto: Reprodução

O uso de internet na TV cresceu 56 pontos percentuais em dez anos no estado de São Paulo. Assim, em 2024, 63% dos usuários da rede usaram as chamadas Smart TVs como dispositivo de conexão contra apenas 7% em 2014.

Os dados vêm da edição especial do boletim Seade SP TIC, elaborado pela Fundação Seade. Consequentemente, o estudo revela uma transformação significativa nos hábitos digitais da população paulista.

Smart TVs e o Uso de Internet na TV

Segundo a Fundação Seade, as Smart TVs se transformaram em um dos principais dispositivos de acesso à internet. Dessa forma, superaram o uso de computadores nos últimos anos.

Com isso, os equipamentos aproximam a experiência digital dos hábitos culturais e de entretenimento da população paulista. Igualmente importante, modificam a forma como as pessoas consomem conteúdo audiovisual.

Evolução

AnoPercentualVariação
20147%
202463%+56 p.p.

Superação dos Computadores

Pela primeira vez, o acesso à internet pelas Smart TVs superou o dos computadores. Portanto, os computadores perderam espaço nos últimos dez anos como principal dispositivo de conexão.

Essa mudança reflete tanto a maior presença da fibra ótica nos domicílios quanto a integração das TVs a aplicativos. Simultaneamente, os serviços de vídeo sob demanda impulsionaram o uso de internet na TV.

Perfil dos Usuários

Características Demográficas

O levantamento também sugere que o uso de internet na TV conectada é mais comum entre pessoas das classes A/B. Além disso, predomina entre usuários com ensino superior e os mais jovens.

Múltiplos Dispositivos

É relevante o número de usuários que combinam diferentes dispositivos simultaneamente. Consequentemente, em 2024, 29% acessaram a internet ao mesmo tempo pela televisão, pelo computador e pelo celular.

Finalmente, isso mostra maior diversidade de práticas digitais, provavelmente nos segmentos de maior poder aquisitivo. Por isso, o uso complementa outros dispositivos.

Dispositivos CombinadosPercentual 2024
TV + Computador + Celular29%
Acesso simultâneo múltiploCrescente

Consumo de Vídeos e o Uso de Internet na TV

Outro destaque é o crescimento do consumo de vídeos, filmes e séries pela internet. Dessa forma, em 2024, 78% dos usuários paulistas usaram a rede para esse fim.

Isso representa um acréscimo de cerca de 20 pontos percentuais em relação a 2014. Igualmente, reforça o papel das Smart TVs como meio de entretenimento e informação dentro de casa.

O aumento no consumo de streaming está diretamente relacionado ao crescimento do uso de internet na TV. Portanto, as plataformas de vídeo sob demanda se beneficiam dessa tendência.

Comparação São Paulo vs. Brasil

Comparando São Paulo com o Brasil, a pesquisa da Fundação Seade aponta que as tendências são semelhantes. Consequentemente, há aumento do uso de internet na TV e maior presença de internet de alta velocidade nos lares.

Desigualdades Persistentes

No entanto, persistem as desigualdades significativas no acesso. Além disso, a utilização desses aparelhos ainda é mais presente entre quem tem maior renda e escolaridade.

Por isso, o uso de internet na TV reflete as disparidades socioeconômicas existentes na sociedade paulista. Finalmente, políticas de inclusão digital precisam considerar essas diferenças.

Fatores que Impulsionam o Uso de Internet na TV

Infraestrutura de Fibra Ótica

A expansão da fibra ótica nos domicílios paulistas foi fundamental para o crescimento do uso. Dessa forma, a conexão de alta velocidade permite streaming de qualidade.

Aplicativos e Serviços

A integração de aplicativos diversos nas Smart TVs facilitou o acesso. Simultaneamente, plataformas como Netflix, YouTube e outros serviços impulsionaram a adoção.

Perspectivas Futuras

O uso de internet na TV tende a crescer ainda mais nos próximos anos. Consequentemente, novos serviços e tecnologias devem ampliar as possibilidades de uso.

Igualmente importante, a democratização do acesso dependerá de políticas públicas. Portanto, é essencial reduzir as desigualdades no acesso às tecnologias digitais.

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