A Fórmula 1 desembarca em sua casa, a Inglaterra, o berço da categoria máxima do automobilismo, em um dos palcos mais tradicionais do automobilismo, a antiga base aérea da RAF – Royal Air Force (Força Aérea Real) da Segunda Guerra Mundial, hoje abriga o Autódromo de Silverstone. Para essa etapa havia muita expectativa pois muitas equipes trariam atualizações para seus carros, o que de fato jogou um baita tempero no campeonato.
Quem mais se beneficiou das atualizações foi a McLaren, que deu um baita susto nas concorrentes (exceto a Red Bull), as concorrentes foram pegas de calça curta quando Norris e Piastri, colocaram a tradicional equipe de Woking em segundo e terceiro lugar na classificação a frente das Ferraris, Mercedes, Aston Martin e etc. Depois do desastre na pré temporada, a McLaren mostrou que correu atrás do prejuízo e trabalhou forte para chegar ao ponto de incomodar outros times.
As luzes se apagam e se aproveitando da surpresa e do susto nos concorrentes Norris toma a ponta e Piastri pressiona Verstappen, o que leva a torcida da casa a loucura, pois um piloto inglês, numa equipe inglesa, liderava a corrida em casa sobre o cara a ser batido. Com cautela Max, alivia a pressão de Piastri e se aproxima de Norris e na volta 5 dá o bote e retoma a ponta.
Logo atrás dessa briga pela ponta outro duelo acontecia, uma briga de campeões de peso, Alonso e Hamilton, disputavam o sétimo lugar, o espanhol perde a posição para o inglês o que leva a torcida aos gritos. No pelotão de trás Perez tentava escalar posições com sua Red Bull e De Vries com sua Alpha Tauri fazia contato com Hulkenberg, nada de muito importante nessas disputas, mas falarei mais a frente sobre Perez e De Vries.
A corrida chega a metade com Russel e Leclerc duelando, Magnussem vê o motor da Haas estourar e chama um safety car que gera uma onda de paradas no box e brigas na estratégia. Hamilton se beneficia e consegue escalar até a terceira posição e começa a ameaçar Norris, numa disputa de cavalheiros britânicos. Perez sobe até a sétima posição numa disputa com Sainz e Albon da Williams se aproveita do momento e entra na briga superando as Ferraris. A corrida então recebe a quadriculada com Verstappen em primeiro, seguido por Norris, Hamilton, Piastri, Russel, Perez, Alonso, Albon, Leclerc e Sainz, em um grande dia para pilotos e equipes de origem inglesas.
A grande novidade nesse GP de fato foi o desempenho da McLaren que pegou a todos de surpresa, porém, após o fim de semana de corrida enquanto eu escrevia este texto uma notícia inundou o mundo da F1, lembra que eu falei sobre Perez e De Vries? Então, De Vries foi mais um fritado na ardente cozinha do Sir Helmut Marko (Chefão da Red Bull e Alpha Tauri), sendo chutado de seu carro que agora será guiado por Daniel Ricciardo, piloto reserva da Red Bull, eu pensava que isso poderia acontecer nas férias do meio do ano da F1 mas veio antes, agora Perez que se cuide, pois com certeza está sendo empanado para ir para a frigideira do Sir Marko logo mais, acredito que teremos algum anúncio sobre isso durante ou logo após o recesso da categoria que acontece em Agosto.
O próximo será na Hungria, na linda cidade de Budapest no tradicional circuito de Hungaroring no dia 23 de Julho, veremos se a cozinha do Sir Marko nos servirá algo até lá, bon appétit!
Paulo Campaneli é Analista de Sistemas, piloto de kart e de Fórmula Vee, apaixonado por automobilismo e carros, entrou no mundo do esporte a motor em 2017, representando Guarulhos na modalidade e participa das etapas na Fórmula Vee no Campeonato Paulista, Copa ECPA, e kartismo amador.



