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sex, 03 jul 2026
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Professores da UERJ encerram greve no Rio de Janeiro

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Os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) decidiram encerrar a greve iniciada em Março de 2024, após mais de três meses de paralisação. O retorno às atividades em sala de aula está marcado para o dia 13 de Julho de 2024, depois que a categoria obteve a garantia de diversas reivindicações junto ao governo estadual.

A paralisação, que se estendeu por um período considerável, impactou o calendário acadêmico da instituição. Contudo, a decisão de retorno reflete o avanço nas negociações com o governo do Rio de Janeiro. Enquanto isso, a comunidade universitária observa os desdobramentos das negociações para a retomada plena das atividades.

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Conquistas dos docentes e demandas restantes

Entre as principais conquistas dos docentes, destaca-se o pagamento das duas parcelas restantes da Lei estadual 9.436/2021, um ponto crucial para a categoria. Além disso, a majoração do auxílio-alimentação para R$ 1,5 mil também foi confirmada, representando um incremento significativo no benefício. A garantia de investimentos em infraestrutura para a Universidade, por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), foi igualmente assegurada, visando a melhoria das condições de trabalho e estudo.

Outras reivindicações atendidas incluem a incidência do triênio na Dedicação Exclusiva e o adicional de desenvolvimento funcional, considerado essencial para o retorno às atividades. Portanto, o acordo alcançado cobre um amplo espectro das demandas salariais e estruturais dos professores. Por outro lado, a mobilização da categoria evidencia a persistência das defasagens e a necessidade de constante vigilância sobre as políticas públicas para a educação superior no estado.

Técnicos administrativos mantêm paralisação

Enquanto os professores celebram o fim da greve, os técnicos administrativos da UERJ prosseguem com a paralisação, que também dura três meses. Nesta sexta-feira, 3 de Julho de 2024, representantes da categoria, juntamente com o comando de greve e estudantes, planejam uma vigília em frente ao Tribunal de Justiça do Rio. A ação busca pressionar o governo em exercício para chegar a um consenso.

O objetivo principal da vigília é negociar o fim da paralisação dos técnicos administrativos, que impacta diretamente o funcionamento de diversos setores da Universidade. O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, despacha no local, tornando o Tribunal de Justiça um ponto estratégico para o movimento. Consequentemente, a expectativa é por um diálogo que possa resolver as pendências da categoria, evitando mais atrasos para o ano letivo.

O futuro da luta universitária no Rio

Para Gregory Magalhães, presidente da Associação dos Docentes da UERJ, o fim da greve dos professores não significa o fim da luta por melhorias. Ele afirma que “o fim da greve não representa o fim da luta”, indicando que ainda existem mais conquistas a serem almejadas pela comunidade acadêmica. Ademais, a união das categorias – docentes, técnicos e estudantes – permanece vital para a defesa da educação pública e de qualidade no Rio de Janeiro.

A Universidade, uma das maiores e mais importantes do estado, agora se prepara para o retorno gradual das aulas, a partir de meados de Julho. Todavia, a continuidade da greve dos técnicos administrativos sugere que os desafios persistem na gestão das instituições públicas de ensino. Assim, a busca por soluções duradouras para as demandas do corpo funcional continua em pauta.

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