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dom, 19 jul 2026
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Internações por Asma Disparam no Brasil: Iamspe Alerta sobre Cuidados Essenciais

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Brasil enfrenta um cenário preocupante com asma, evidenciado pelo aumento de 63% nas internações entre 2020 e 2025, totalizando 78.314 registros, conforme dados do Ministério da Saúde. Em 5 de maio de 2026, o Dia Mundial da Asma serve como um alerta crucial para a população e profissionais de saúde. Neste contexto, o Iamspe de São Paulo reforça a importância vital do acompanhamento médico contínuo e da adesão ao tratamento para evitar o agravamento da condição, que pode ter consequências fatais.

Crescimento Alarmante nas Internações e Óbitos por Asma

A análise do Ministério da Saúde revela que, além do expressivo crescimento nas internações por asma, o país também registrou entre 2.552 e 2.755 óbitos anuais devido à doença no período de 2020 a 2024. Este quadro sublinha a gravidade da condição e a necessidade urgente de estratégias eficazes de saúde pública. Os números demonstram que a asma não é apenas uma limitação de qualidade de vida, mas uma ameaça à vida.

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Contudo, o impacto da asma é particularmente severo na população idosa, onde a taxa de mortalidade se mostra mais elevada. Entre 2020 e 2024, pessoas com 60 anos ou mais representaram a maioria dos falecimentos, com 1.643 em 2020 e 1.771 em 2024. Por outro lado, a faixa etária até 59 anos contabilizou 909 e 984 óbitos nos mesmos anos, respectivamente, indicando uma prevalência preocupante em todas as idades.

Compreendendo a Asma: Sintomas e Fatores de Risco

A asma se caracteriza como uma doença inflamatória crônica que afeta os brônquios, dutos essenciais para o transporte de ar aos pulmões. Os sintomas clássicos incluem falta de ar, uma sensação de aperto ou pressão no peito, e chiado, frequentemente acompanhados por tosse e dificuldade para dormir, impactando significativamente a rotina. É fundamental reconhecer esses sinais precocemente para iniciar o tratamento adequado.

Além disso, a exposição a poluentes ambientais e o histórico familiar constituem importantes fatores de risco para o desenvolvimento da asma. Estudos indicam que filhos de mães tabagistas possuem uma propensão maior a desenvolver o quadro, ressaltando a relevância de ambientes saudáveis e do acompanhamento pré-natal. A prevenção, portanto, desempenha um papel crucial na mitigação da doença.

A Importância Crucial da Adesão ao Tratamento Contínuo

A Dra. Flavia Filardo Vianna, pneumologista responsável pelo ambulatório de asma do Iamspe, enfatiza que a asma se manifesta em crises, controladas com o início do tratamento. Todavia, um desafio significativo reside na adesão dos pacientes com quadros mais leves, que tendem a interromper a medicação e o acompanhamento médico assim que os sintomas regridem. Esta interrupção compromete a eficácia do tratamento e a qualidade de vida.

A doença impede a execução de atividades cotidianas, como subir escadas ou caminhar pequenas distâncias, tornando a rotina exaustiva. Muitos pacientes acabam se adaptando às limitações, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento, intensificando a frequência e severidade das crises. Em casos graves, conforme a Dra. Vianna, a contração brônquica pode requerer ventilação mecânica devido à dificuldade de oxigenação.

Consequentemente, ao surgirem os primeiros sintomas de uma crise, o paciente deve buscar atendimento médico imediatamente, dirigindo-se ao pronto-socorro se o desconforto for intenso. Após a estabilização do quadro, o acompanhamento deve prosseguir com um pneumologista em ambulatório, garantindo a continuidade do cuidado. A asma, sendo uma doença crônica sem cura, exige controle rigoroso.

Estratégias de Tratamento e o Papel do Iamspe

Terapia Medicamentosa e Controle

O tratamento padrão da asma envolve o uso de medicamentos broncodilatadores e corticoides por via inalatória, popularmente conhecidos como “bombinhas”. Estes fármacos atuam na dilatação dos brônquios e na redução da inflamação, aliviando os sintomas e prevenindo novas crises. Apesar de não haver cura, o controle adequado permite uma vida com qualidade.

A pneumologista reitera a seriedade da condição: “A asma é uma doença crônica, isto é, não tem cura, mas controle. Porém, os pacientes precisam ter em mente que o quadro mata. Por isso, não podem baixar a guarda.” Esta declaração reforça a necessidade de vigilância constante e adesão estrita às orientações médicas para evitar desfechos graves.

Impacto das Temperaturas Baixas e Prevenção

As estações mais frias frequentemente desencadeiam crises asmáticas, embora não seja uma regra absoluta para todos os indivíduos. As baixas temperaturas e a reduzida umidade do ar resfriam a mucosa nasal e brônquica, provocando broncoconstrição, um mecanismo similar ao da própria asma. Este fator climático, portanto, merece atenção especial durante o inverno.

Os pneumologistas do Iamspe recomendam manter a medicação de controle em dia, agasalhar-se adequadamente, evitar ambientes fechados e empoeirados, e manter a carteira de vacinação atualizada. Assim, estas medidas preventivas são cruciais para minimizar o risco de crises induzidas pelo frio. A precaução, portanto, se torna uma aliada indispensável.

Tratamento Especializado no Iamspe

O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) em São Paulo oferece um ambulatório especializado para pacientes com asma. A unidade dispõe de tratamento com medicamentos de precisão, os imunobiológicos, que agem diretamente nas células envolvidas no desenvolvimento da doença. Essa terapia avançada é indicada para casos específicos, após uma criteriosa avaliação médica e a realização de exames complementares.

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