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seg, 20 jul 2026
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Joan Capdevila: Viagem ao Irã barra ex-campeão da Espanha nos EUA

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O ex-lateral Joan Capdevila, campeão mundial pela seleção espanhola em 2010, teve sua entrada nos Estados Unidos vetada em dezembro de 2022. Ele pretendia acompanhar a final da Copa do Mundo em Nova Jersey ao lado dos filhos, mas sua solicitação de viagem foi negada. O impedimento ocorreu devido à participação do atleta em um amistoso de futebol na capital do Irã, Teerã, no ano de 2016.

Capdevila revelou a situação através de suas redes sociais, explicando que o Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (ESTA) foi rejeitado. O ESTA permite viagens sem visto aos Estados Unidos por até 90 dias, facilitando o trânsito de cidadãos de países elegíveis. Contudo, a negação frustrou o desejo do ex-defensor de torcer pela seleção de seu país na decisão, especialmente após convite da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).

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Na ocasião, Capdevila, que foi titular da Fúria na final da Copa do Mundo de 2010 contra a Holanda, apelou publicamente. Ele marcou perfis como o do então presidente norte-americano Donald Trump, do Ministério da Educação, Formação Profissional e Esportes espanhol e do secretário de Estado Marco Rubio na plataforma X (antigo Twitter). Por outro lado, outros integrantes da equipe campeã de 2010, como Iker Casillas, Carles Puyol, Sergio Ramos e Xavi Hernández, conseguiram entrar nos Estados Unidos sem problemas.

O ex-jogador, de 48 anos, confirmou à imprensa espanhola, em depoimento que repostou em seu perfil, que o veto estava diretamente ligado ao amistoso disputado no Irã. Em 2016, no final de sua carreira, Capdevila integrou um time de ex-jogadores da LaLiga que enfrentou um combinado de estrelas do futebol iraniano. Entre os participantes do jogo festivo, estava o ex-volante Marcos Senna, brasileiro naturalizado espanhol.

Impedimento do ESTA e política de segurança

A legislação de segurança interna dos Estados Unidos estabelece que indivíduos que visitaram o Irã em ou após 1º de março de 2011, ou que possuam dupla nacionalidade com o país, tornam-se inelegíveis para o ESTA. Portanto, eles necessitam de um visto tradicional, processo que Capdevila não conseguiu concluir a tempo. Esta medida reflete a complexa relação diplomática entre as duas nações.

Impacto na seleção iraniana no Mundial

A mesma política migratória causou dificuldades significativas para a delegação e torcedores do próprio Irã durante a Copa do Mundo de dezembro de 2022. Antes do início do torneio, atletas, dirigentes e membros da comissão técnica iraniana enfrentaram obstáculos para obter vistos de entrada em território estadunidense, onde estavam marcados os jogos da primeira fase da competição. Em resposta, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) negou um pedido para que as partidas fossem transferidas para o México, país-sede que serviu de base para a seleção iraniana.

Além disso, o governo norte-americano autorizou a entrada da delegação iraniana no país apenas um dia antes de a equipe entrar em campo para sua estreia. Após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia, em Los Angeles, a agência estatal do Irã, Irna, relatou que a burocracia causou um atraso “injustificável” no retorno da equipe para Tijuana, cidade mexicana onde o time estava concentrado. Enquanto isso, o técnico Amir Ghalenoei e o capitão Medhi Taremi reclamaram publicamente do que consideraram um “tratamento desigual” e “piores condições possíveis” de preparação. Mesmo invicto com três empates em um grupo que incluía Egito e Bélgica, o Irã foi eliminado na primeira fase do torneio.

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