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dom, 19 jul 2026
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Exportações Brasil Estados Unidos: Queda de 11,3% em abril sob impacto de tarifas

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As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram um recuo de 11,3% em abril deste ano, quando comparadas ao mesmo período de 2025, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Esta queda é diretamente atribuída ao impacto das tarifas impostas sobre produtos nacionais, alterando significativamente a dinâmica comercial bilateral.

Comércio Bilateral com os Estados Unidos Enfrenta Desafios

O volume de vendas brasileiras para o mercado norte-americano totalizou US$ 3,121 bilhões em abril deste ano, uma redução expressiva em relação aos US$ 3,517 bilhões apurados em abril de 2025. Simultaneamente, as importações de produtos oriundos dos Estados Unidos também diminuíram 18,1%, passando de US$ 3,780 bilhões para US$ 3,097 bilhões, conforme os levantamentos mais recentes da Secex.

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Com efeito, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos encerrou o mês de abril com um superávit modesto de US$ 20 milhões a favor do lado brasileiro. Este resultado, contudo, reflete uma desaceleração contínua nas relações comerciais, em parte influenciada por barreiras tarifárias que persistiram ao longo do último ano.

Persistência das Tarifas Afeta Fluxo de Exportações

Esta recente retração marca a nona queda consecutiva nas exportações brasileiras para o mercado norte-americano desde a imposição de uma sobretaxa de 50% pelo governo do então presidente dos EUA, Donald Trump, em meados de 2025. Embora parte dos produtos nacionais tenha sido retirada da lista tarifária no final de 2025, o Mdic ainda estima que cerca de 22% das exportações brasileiras continuam sob o regime de taxas adicionais.

Esse grupo inclui itens submetidos a uma tarifa adicional de 40%, bem como produtos que acumulam essa alíquota extra com a taxa-base de 10%. Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, observou que, apesar da redução global, há sinais de recuperação gradual do fluxo comercial nos últimos meses, indicando um patamar acima de US$ 3 bilhões.

Avanço Notável nas Exportações para a China

Em contraste com a relação comercial com os Estados Unidos, as exportações brasileiras destinadas à China apresentaram um crescimento robusto de 32,5% em abril, atingindo a marca de US$ 11,610 bilhões. Este volume supera significativamente os US$ 8,763 bilhões registrados no mesmo mês de 2025, demonstrando a crescente importância do parceiro asiático para a economia brasileira.

As importações vindas da China também registraram uma alta expressiva de 20,7%, elevando-se de US$ 5,018 bilhões para US$ 6,054 bilhões. Consequentemente, o Brasil assegurou um substancial superávit comercial de US$ 5,56 bilhões com a China apenas no quarto mês do ano, consolidando a nação asiática como um mercado estratégico.

Consolidação do Superávit Anual com Pequim

No acumulado de janeiro a abril, as exportações brasileiras para o mercado chinês expandiram 25,4%, totalizando US$ 35,61 bilhões. As importações, por outro lado, exibiram uma leve redução de 0,4%, somando US$ 23,96 bilhões. Diante desses resultados, o superávit brasileiro com a China no primeiro quadrimestre do ano alcançou notáveis US$ 11,65 bilhões.

Volatilidade Marca Exportação de Petróleo Bruto

Herlon Brandão também abordou a recente queda nas exportações brasileiras de petróleo bruto, explicando que o movimento reflete a volatilidade intrínseca do mercado internacional, e não uma correlação direta com o imposto de exportação implementado pelo governo. Este imposto foi criado para mitigar os custos do diesel em um período de alta internacional do petróleo, impulsionada pelo conflito no Irã.

Dinâmica de Preços e Volumes

Embora as exportações de petróleo bruto tenham subido mais de 10% em relação a abril de 2025 em termos de valor, este aumento deve-se majoritariamente à elevação de 23,7% nos preços médios, influenciados pela guerra no Oriente Médio. Por outro lado, o volume efetivamente exportado recuou 10,6% no último mês, conforme detalhado pela Secex. O diretor expressou a possibilidade de uma recuperação já em maio.

Ademais, Brandão reiterou que o Brasil mantém uma posição competitiva no setor petrolífero, beneficiando-se de um custo de produção relativamente baixo e de uma demanda externa consistente. Por conseguinte, este cenário pode favorecer uma retomada robusta das exportações do produto nos próximos meses, apesar das flutuações pontuais observadas.

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