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ter, 09 jun 2026
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Delegados cobram Tarcísio de Freitas pela ausência de investimentos e infraestrutura

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Uma das entidades representativas da categoria de delegados de polícia do estado de São Paulo cobra do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o cumprimento integral das 5 promessas feitas durante a campanha eleitoral para o comando do Palácio dos Bandeirantes. O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) se baseia em declarações feitas em 2022.

Durante o pleito, Tarcísio se encontrou com lideranças do Sindicato e demonstrou conhecer todos os graves problemas enfrentados pela Polícia Civil. Na ocasião, o governador garantiu que olharia para a instituição “com muito carinho” e citou uma série de soluções.

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A Polícia Civil paulista cobra o cumprimento das promessas, entre elas, uma nova e moderna Lei Orgânica; plano de carreira com progressão adequada para que delegados alcancem à classe especial sem indicação política e, sim, por mérito e tempo de serviço; valorização salarial; recomposição do quadro de Recursos Humanos; e melhor estrutura de trabalho.

4º pior salário do Brasil

A presidente do Sindicato, delegada Jacqueline Valadares, destaca, entre as principais promessas de campanha de Tarcísio, a de que, a Polícia Civil bandeirante estaria entre os melhores salários do País – o que não ocorreu. Dos 27 estados da federação, São Paulo está em 24º em remuneração, mesmo sendo o mais rico do País:

“Apesar de o governador ter iniciado seu mandato, em 2023, concedendo reajuste médio de 20% para os policiais – sendo que para delegados, especificamente, o percentual foi bem abaixo o disso – os anos de 2024 e 2025 foram marcados por perdas salariais reais, já que a inflação no período superou a única recomposição de 5% ocorrida neste ano. O delegado de Polícia de São Paulo, hoje, tem a 4ª pior remuneração do Brasil”, critica.

Déficit de 15 mil policiais civis

O compromisso de recompor o quadro de policiais também ficou prejudicado. Apesar dos concursos e nomeações, a defasagem, que era de 17 mil profissionais em 2022, caiu para 13 mil, mas, com a evasão ainda crônica em razão dos maus salários e condições de trabalho ruins, voltou a subir e está, neste momento, em mais de 15 mil, entre diferentes funções: de delegado a escrivão; de investigador a perito criminal.

Outra promessa, como reforça a presidente do Sindpesp, de que a instituição teria sua nova Lei Orgânica, ainda não saiu do campo dos estudos, iniciados em fevereiro de 2025 e prorrogados por duas vezes, sem transparência nem diálogo com as entidades representativas.

“Sem entregar uma nova Lei Orgânica que, efetivamente, modernize a estrutura da Polícia Civil, o Governo de São Paulo também não cumpre outra promessa – a de implantar um plano de carreira que assegure não somente a ausência de interferências políticas, mas, sobretudo, o fim da sonegação de direitos básicos aos policiais, como hora extra, adicional por trabalho noturno e auxílio-saúde, por exemplo”, acrescenta.

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