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dom, 19 jul 2026
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Dólar cai a R$ 4,91 e atinge menor valor em mais de dois anos nesta terça-feira

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Nesta terça-feira, 5 de dezembro, o dólar comercial registrou uma forte queda no mercado financeiro brasileiro, encerrando o dia cotado a R$ 4,912, o menor valor em mais de dois anos. O movimento ocorreu impulsionado por um maior apetite global por risco, que favoreceu investimentos em mercados emergentes, e também por fatores domésticos, como os resultados corporativos e a política monetária.

A moeda norte-americana recuou R$ 0,056, uma desvalorização de 1,12% em relação ao fechamento anterior. Durante a sessão, a cotação manteve uma trajetória de queda constante, alcançando a mínima de R$ 4,90 por volta das 15h30. Ademais, no acumulado de 2023, o dólar já registra um expressivo recuo de 10,51% frente ao real, indicando uma tendência de valorização da moeda brasileira.

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Cenário Global e o Apetite por Risco

O principal catalisador para a desvalorização do dólar foi a crescente busca por ativos de maior risco no panorama internacional. Investidores globais demonstraram maior propensão a alocar capital em mercados emergentes, mesmo diante das persistentes tensões geopolíticas no Oriente Médio. Contudo, a manutenção de um cessar-fogo parcial entre Estados Unidos e Irã contribuiu para aliviar a aversão ao risco, fomentando esse fluxo de capital.

Este comportamento do mercado financeiro internacional sugere uma percepção de estabilização, ou pelo menos de controle, dos principais focos de incerteza. Por conseguinte, a aposta em economias com maior potencial de crescimento e rendimento, como a brasileira, torna-se mais atrativa, exercendo uma pressão de baixa sobre o câmbio.

Impacto da Política Monetária Doméstica

No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central indicou uma preocupação contínua com os impactos inflacionários do cenário externo. Esta postura reforça a expectativa de manutenção de juros básicos em patamares elevados por um período mais prolongado, atualmente fixados em 14,5% ao ano. Taxas de juros altas tendem a atrair capital estrangeiro para o país, buscando maiores retornos, o que, por sua vez, contribui para a apreciação do real e a queda do dólar.

Além disso, a análise do Copom sobre a inflação e o cenário econômico global demonstra uma cautela estratégica. A política de juros do Banco Central, portanto, desempenha um papel fundamental na contenção da inflação e na atração de investimentos, influenciando diretamente a dinâmica do câmbio e a percepção de risco para o país.

Bolsa de Valores e Petróleo Reagem

Paralelamente à queda do dólar, o mercado de ações brasileiro experimentou um dia de ganhos. O índice Ibovespa, principal indicador da B3, registrou alta de 0,62%, alcançando 186.753 pontos. O desempenho positivo da bolsa reflete tanto o ambiente internacional favorável, impulsionado pelo apetite por risco, quanto os resultados corporativos divulgados e a política monetária interna.

No cenário internacional, o índice S&P 500 das maiores empresas dos Estados Unidos também avançou 0,81%, acompanhando o movimento otimista global. Esta sincronia entre os mercados reforça a ideia de uma recuperação da confiança dos investidores em nível mundial, mesmo com as incertezas remanescentes.

Preços do Petróleo em Queda

Os preços do petróleo, por outro lado, fecharam em queda significativa, pressionados pelos sinais de manutenção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo Brent, referência internacional, desvalorizou 3,99%, cotado a US$ 109,87. Similarmente, o barril WTI, do Texas, recuou 3,90%, sendo negociado a US$ 102,27.

Apesar da queda, os preços do combustível permanecem acima de US$ 100 o barril, refletindo a volatilidade e as incertezas ainda presentes no Oriente Médio. A situação no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte global de petróleo, continua a ser um ponto de atenção, podendo impactar o mercado a qualquer momento, mesmo com a trégua parcial.

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