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sáb, 11 jul 2026
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Excesso de sono pode elevar risco de demência, aponta estudo recente

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Uma nova meta-análise da York University, no Canadá, publicada recentemente, revelou que indivíduos que relatam dormir mais de oito horas por noite enfrentam um risco 28% maior de desenvolver demência. Este estudo reforça a preocupação com os extremos da duração do sono, indicando uma associação entre o sono excessivo e o surgimento de diversas condições de saúde, conforme explicado por especialistas da USP.

Excesso de sono como sinal de alerta para a saúde

Professor Alan Eckeli, neurologista da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, esclarece que a relação entre o tempo de sono e a saúde segue uma “curva em U”. Dessa forma, tanto a privação quanto o excesso de sono estão associados a maiores riscos de problemas de saúde e mortalidade. Ele destaca que, frequentemente, o sono prolongado serve como um indicador de condições subjacentes, como doenças neurodegenerativas, depressão, apneia do sono e problemas cardiovasculares, em vez de ser a causa direta dessas enfermidades.

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Impactos imediatos do sono prolongado

Além de possíveis associações com doenças crônicas, dormir além do necessário também pode gerar efeitos imediatos. Eckeli aponta que a necessidade de sono varia individualmente; contudo, quando o descanso excede significativamente o padrão habitual, o organismo manifesta sinais claros. A pessoa pode acordar com lentidão mental, dificuldade de raciocínio e até uma sensação de corpo dolorido, semelhante à relatada em casos de fibromialgia, sintomas que indicam um sono que ultrapassou o ideal.

Qualidade do sono é tão vital quanto a quantidade

A duração do sono, embora seja um indicador comum de descanso, não é o único fator determinante para um sono reparador. O professor enfatiza que aspectos como despertares frequentes durante a noite, a dificuldade em atingir fases profundas do sono e a persistência do cansaço ao acordar comprometem a recuperação do organismo e a saúde cerebral. Portanto, passar mais tempo na cama não garante, necessariamente, os benefícios esperados de um bom descanso, pois a qualidade do sono é uma dimensão distinta, mas complementar à quantidade.

Sinais de alerta para buscar ajuda profissional

Quando o tempo de sono aumenta de forma persistente em relação ao padrão habitual do indivíduo, é fundamental observar outros sinais. A sonolência excessiva durante o dia, cochilos involuntários, dificuldade para manter a atenção e alterações de humor podem indicar que algo não está funcionando adequadamente. Além disso, irritabilidade e queixas relacionadas à memória e concentração são fortes indícios para procurar avaliação médica, a fim de investigar as possíveis causas e buscar um tratamento adequado.

Duração ideal e a individualidade do descanso

Pesquisas populacionais permitem identificar uma faixa de duração de sono que frequentemente se associa a melhores desfechos de saúde. Estudos apontam que pessoas que dormem menos de seis horas ou mais de nove horas por noite geralmente apresentam maior associação com desfechos desfavoráveis. Enquanto isso, uma faixa de sete a oito horas de sono é a que mais consistentemente aparece ligada a menores riscos para a saúde, conforme observado em grandes análises. No entanto, é crucial que cada pessoa identifique e respeite sua própria necessidade de sono, que pode variar.

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