O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, em 4 de outubro, o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, uma iniciativa com potencial para redefinir as ações de combate à violência contra a mulher na nossa cidade. A decisão política central do presidente é clara: o combate deve ser responsabilidade de toda a sociedade, mas especialmente dos homens.
Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, Lula enfatizou que não basta apenas não ser um agressor. Ele conclamou: “Cada homem desse país tem uma missão a cumprir”, destacando a necessidade de lutar ativamente para que não haja mais agressões contra mulheres.
O Pacto Nacional prevê atuações coordenadas e permanentes entre os Três Poderes, visando prevenir a violência contra meninas e mulheres. A Ministra Gleisi Hoffmann destacou que o Conselho da Federação será crucial para engajar estados e municípios, trazendo as diretrizes do pacto e a campanha de utilidade pública para nossa região.
A visão governamental é que o tema transcende o âmbito jurídico, alcançando as fábricas, as assembleias de trabalhadores e a educação, desde a creche até a universidade. A proposta é construir uma ‘nova civilização’, onde o comportamento e o respeito, e não o gênero, definem as relações humanas.
O presidente também relembrou que o ambiente doméstico é um palco frequente de violência, onde mulheres são agredidas por parceiros ou ex-parceiros. Ele condenou a violência motivada pela recusa em aceitar a liderança feminina, afirmando que ‘lugar da mulher é onde ela quiser estar’.
A primeira-dama, Janja da Silva, abriu a cerimônia com um relato impactante de uma vítima, apelando para que os homens se posicionem ao lado das mulheres agredidas. “Queremos vocês, homens, nessa luta, ao nosso lado”, declarou, reforçando o compromisso coletivo pela paz na comunidade.
Representantes do Judiciário e do Legislativo também reafirmaram o compromisso nacional. O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu a mudança de mentes e corações além das leis. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, citou a alarmante média de quatro mulheres assassinadas por dia no Brasil em 2025 e prometeu endurecer as leis, impactando a segurança pública também na nossa localidade.
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