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sex, 10 jul 2026
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Mercado brasileiro fecha em alta com inflação abaixo do esperado

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O mercado financeiro brasileiro registrou um fechamento de semana expressivo na sexta-feira, 10 de julho, com a bolsa de valores em alta significativa e o dólar em queda. O principal catalisador para esse movimento positivo foi a divulgação de um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho abaixo das expectativas do mercado. Tais dados reforçaram as projeções de cortes adicionais na taxa básica de juros, a Selic, impactando a economia.

Ibovespa alcança patamar mais alto em meses

O Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, encerrou o pregão do dia 10 de julho com valorização de 2,97%, atingindo 177.866,37 pontos. Este nível representa o maior fechamento do índice desde maio de 2024, concluindo o dia na máxima.

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Este avanço marcou a terceira semana consecutiva de ganhos para o Ibovespa, que acumulou um aumento de 2,18% na semana. Além disso, o índice registrou uma valorização de 3,40% em julho de 2024 e uma alta de 10,39% no acumulado do ano. O volume financeiro negociado totalizou R$ 24,99 bilhões, evidenciando a robustez do pregão.

Inflação de junho impulsiona otimismo

A divulgação do IPCA referente ao mês de junho de 2024 configurou o elemento decisivo para o desempenho positivo do mercado. A inflação oficial desacelerou para 0,16%, um patamar significativamente inferior à alta de 0,58% observada em maio de 2024, e superou as projeções dos analistas.

Consequentemente, o índice acumulado nos últimos doze meses alcançou 4,64%. Este cenário fortaleceu as expectativas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central poderá efetuar novas reduções na taxa Selic em sua próxima reunião, agendada para agosto de 2024.

Taxas de juros mais baixas tradicionalmente beneficiam o mercado acionário. Elas diminuem o custo de financiamento para empresas e elevam o valor presente de seus lucros futuros, incentivando investimentos e o crescimento corporativo.

Dólar registra terceira queda consecutiva

A moeda norte-americana, o dólar à vista, acompanhou o otimismo doméstico e encerrou a sessão com recuo de 0,31%, cotado a R$ 5,108. Este valor representa o menor patamar de fechamento desde 16 de junho de 2024. Durante o dia, a cotação chegou a atingir R$ 5,098 em sua mínima.

Esta foi a terceira sessão consecutiva de desvalorização para o dólar. Em consequência, a moeda acumula uma perda de 1,18% na semana e uma queda de 1,06% em julho de 2024. No acumulado do ano, o recuo é de 6,94%, indicando uma tendência de enfraquecimento frente ao real.

Além da influência do IPCA, a queda do dólar refletiu o fortalecimento de moedas de outros países emergentes. O ambiente de maior disposição dos investidores globais para ativos de risco contribuiu para este movimento, apesar da persistência de tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Petróleo fecha em baixa com cenário geopolítico

Os preços internacionais do petróleo finalizaram o pregão em queda pela segunda sessão consecutiva, mesmo com a continuidade dos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo Brent, referência global, recuou 0,38%, fechando a US$ 76,01. Por outro lado, o petróleo do tipo WTI, negociado no Texas, registrou baixa de 0,93%, para US$ 71,41.

Apesar da desvalorização diária, o petróleo Brent acumulou uma valorização de 5,39% na semana. O mercado segue atento à situação no Estreito de Ormuz, um corredor marítimo estratégico que canaliza cerca de 20% do petróleo mundial. Embora o fluxo de embarcações tenha diminuído após a escalada dos conflitos, a rota permanece acessível.

Enquanto isso, investidores monitoram as negociações entre Estados Unidos e Irã. Estes diálogos continuam a influenciar as expectativas sobre o comportamento dos preços da commodity nas próximas semanas, introduzindo um elemento de incerteza no cenário global.

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