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qui, 25 jun 2026
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Operação Lavagem Dinheiro Facção Ônibus Desmantela Esquema em SP

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A força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo deflagrou, nesta quinta-feira (25), uma vasta operação para desmantelar um complexo esquema de lavagem de dinheiro de uma facção criminosa que utilizava uma empresa de ônibus como fachada. A ação conjunta, que visa combater o crime organizado, ocorre simultaneamente na capital paulista, Grande São Paulo e na cidade de Extrema, em Minas Gerais.

Detalhes da Ação e Prisões Efetuadas

Até o momento, a operação resultou na prisão de três indivíduos, incluindo um vereador atuante na cidade de São Paulo e diversos integrantes da facção criminosa investigada. Além disso, as equipes estão cumprindo um total de 103 mandados de busca e apreensão, buscando consolidar as provas e identificar outros envolvidos neste esquema ilícito.

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Os mandados judiciais são executados por policiais civis do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em colaboração estreita com agentes do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Essa coordenação entre as forças de segurança demonstra a amplitude e a seriedade da investigação em curso.

A Gênese da Investigação e Irregularidades Financeiras

As investigações que culminaram na Operação Lavagem Dinheiro Facção Ônibus tiveram seu ponto de partida no assassinato do tesoureiro da empresa de ônibus, ocorrido em 2020. Desde então, o Ministério Público e a Polícia Civil reuniram um robusto conjunto de provas, as quais indicam de forma contundente o uso da companhia de transporte público como um instrumento para a lavagem de capitais da organização criminosa.

Conforme apurado pelos investigadores, foi identificado um núcleo paralelo dentro da empresa, responsável por tomar decisões estratégicas cruciais. Este grupo também efetuava transferências de recursos diretamente para membros da facção. Ademais, a apuração revelou irregularidades significativas na estrutura societária da concessionária, visto que seu capital social saltou de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões sem que a origem desses vultosos recursos fosse devidamente esclarecida.

Conexões com Esquemas Anteriores e Bloqueio de Ativos

Um aspecto crucial destacado pelas autoridades é a conexão entre o circuito financeiro desvendado nesta Operação Lavagem Dinheiro Facção Ônibus e os esquemas já investigados em ações prévias. Entre elas, figuram as operações Carbono Oculto, Vérnix e Mafiusi, esta última conduzida pela Polícia Federal e focada no tráfico internacional de drogas envolvendo a mesma organização criminosa, além da máfia italiana.

O Poder Judiciário determinou o bloqueio e sequestro de R$ 194 milhões em contas bancárias diretamente vinculadas aos investigados e à empresa em questão. Para ilustrar a magnitude do esquema, foram também bloqueados 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações, evidenciando a vasta rede de bens adquiridos com recursos ilícitos.

Medidas Administrativas e Impacto no Serviço Público

Além das ações penais, a Justiça ordenou o afastamento dos diretores da concessionária de ônibus, impondo, portanto, a adoção de medidas administrativas, regulatórias e contratuais cabíveis. Esta determinação pode incluir uma eventual intervenção da Prefeitura de São Paulo na concessionária, visando prioritariamente assegurar a continuidade e qualidade do serviço prestado à população.

No ano passado, a empresa recebeu mais de R$ 300 milhões pela operação do serviço de transporte. Esta nova ação policial sucede a Operação Fim da Linha, deflagrada em 2024, que também desarticulou organizações criminosas que lavavam dinheiro de tráfico de drogas, roubos e outros crimes por meio de empresas de ônibus. A reincidência demonstra a persistência do problema no setor.

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