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seg, 20 jul 2026
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Conjuntivite e gripe aumentam 12% no inverno

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Há relação entre conjuntivite e gripe? Oftalmologista explica como gripe e resfriado causam conjuntivite viral no frio. Além disso, ressecamento da lágrima também eleva casos de conjuntivite alérgica na cidade durante o inverno.

Casos de conjuntivite viral aumentaram 12% entre abril e maio em Guarulhos, saltando de 48 para 54 diagnósticos no Instituto Penido Burnier. O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo da instituição, alerta que gripe e resfriado funcionam como gatilhos diretos da conjuntivite durante o frio. O especialista é membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

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Durante o inverno, o ressecamento da lágrima aumenta significativamente os riscos de conjuntivite. Isso acontece porque a lágrima protege a superfície dos olhos das agressões externas. Portanto, o especialista explica que conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente que recobre o globo ocular.

Gripe chega antes e conjuntivite vem junto

“No frio, as aglomerações em ambientes pouco arejados facilitam a proliferação de diversas cepas de vírus”, explica Queiroz Neto. Consequentemente, entre elas estão o adenovírus que causa resfriado e o influenza responsável pela maioria dos casos de gripe. “Estas duas cepas estão por trás dos casos de conjuntivite viral que ocorrem no frio”, pontua.

O médico afirma que a conjuntivite viral é altamente contagiosa. Desse modo, representa uma importante causa de afastamento do trabalho ou atividades escolares em Guarulhos. Durante o inverno, a contaminação dos olhos acontece principalmente pelo ducto lacrimal que comunica olhos e nariz.

Além disso, a transmissão ocorre pelas gotículas de espirro ou tosse e através das mãos contaminadas. Consequentemente, superfícies contaminadas por secreções se tornam focos de transmissão. Entre elas estão teclados de computador compartilhados nas empresas, corrimãos de escadas, interruptores de luz e bancadas.

Conjuntivite alérgica também cresce com o frio

“No inverno, a diminuição da lágrima também aumenta os casos de conjuntivite alérgica”, afirma o oftalmologista. Dessa forma, problemas decorrentes de uso de cosméticos, maquiagem, cílios postiços e alongamento de cílios se intensificam. Recentemente, ele atendeu uma paciente com extensão de cílios que desenvolveu conjuntivite alérgica severa.

Para Queiroz Neto, o quadro pode ter sido ocasionado pela cola e detritos de maquiagem nas bordas das pálpebras. “Nossos olhos devem ser higienizados completamente antes de irmos dormir”, orienta. Nas bordas das pálpebras ficam localizadas pequenas glândulas. Portanto, elas respondem pela produção da lágrima e podem ser bloqueadas se a maquiagem não for retirada completamente.

Durante o inverno, o uso de lente de contato requer cuidado redobrado para manter o conforto dos olhos. Dessa maneira, carregar colírio lubrificante sem conservante é crucial para evitar lesões na córnea, orienta o especialista.

Sintomas da conjuntivite viral e alérgica

Os sintomas da conjuntivite viral incluem:

  • Olhos vermelhos
  • Lacrimejamento excessivo
  • Coceira intensa
  • Sensação de corpo estranho
  • Queimação persistente
  • Fotofobia (sensibilidade à luz)
  • Visão embaçada
  • Secreção viscosa que pode colar as pálpebras ao amanhecer

“A única diferença em relação à conjuntivite alérgica é o tipo de secreção”, esclarece o médico. Assim, na conjuntivite alérgica a secreção é aquosa, enquanto na viral é mais viscosa.

Tratamentos para conjuntivite e gripe em Guarulhos

O oftalmologista explica que tanto na conjuntivite viral como na alérgica, o tratamento inicial pode ser feito em casa. Inicialmente, compressas frias usando gaze e água filtrada ajudam a aliviar os sintomas. Usar óculos escuros em ambientes externos também contribui para o conforto.

Porém, geralmente é necessário instilar colírio anti-inflamatório para acelerar a recuperação da conjuntiva viral. Importante ressaltar que o tratamento deve ter supervisão do oftalmologista. “Há vários tipos de anti-inflamatório e a suspensão do colírio não pode ser repentina”, alerta.

Na conjuntivite alérgica, que geralmente é recorrente, a instilação de colírio antialérgico é crucial. Dessa forma, é possível conter a coceira mais intensa. Coçar ou esfregar os olhos causa astigmatismo. Consequentemente, pode evoluir para ceratocone caso o hábito seja mantido.

Como prevenir conjuntivite quando se tem gripe

As principais recomendações dos especialistas são:

  • Lave as mãos sempre que tocar em objetos manipulados por outras pessoas
  • Higienize as mãos com álcool e mantenha um frasco em sua estação de trabalho
  • Não compartilhe produtos de beleza, toalhas de rosto, fronhas ou colírios
  • Interrompa imediatamente o uso de produtos que causam desconforto nos olhos
  • Sempre lave os olhos em caso de penetração de produtos químicos
  • Lave as esponjas e pincéis de maquiagem logo após o uso
  • Não use água boricada nos olhos, pois pode aumentar a irritação
  • Evite ambientes com ar-condicionado quente ou frio direcionado ao rosto

Quando procurar oftalmologista em Guarulhos

Moradores de Guarulhos que apresentem sintomas de conjuntivite devem procurar atendimento oftalmológico. Assim, garantem diagnóstico correto e tratamento adequado. Além disso, o acompanhamento médico evita complicações e reduz o período de contágio.

O Instituto Penido Burnier atende pacientes com conjuntivite viral e alérgica em Guarulhos. Dessa forma, oferece diagnóstico e tratamento especializado para casos relacionados a gripes e resfriados. Durante o inverno, a procura por atendimento oftalmológico aumenta significativamente devido aos casos de conjuntivite associados a gripes.

Por fim, manter hábitos de higiene e cuidados preventivos é fundamental. Consequentemente, é possível evitar a conjuntivite durante os meses mais frios em Guarulhos. A condição, embora comum, pode ser prevenida com medidas simples de proteção e cuidados adequados.

Engana-se quem acredita que a conjuntivite acontece só no verão. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier  e membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) gripe e resfriado são mais frequentes no outono e inverno funcionam como gatilhos da condição no inverno. Outro fator de risco durante o frio é o ressecamento da lágrima que tem a função de proteger a superfície dos olhos das agressões externas.

Um levantamento mostra que entre abril e maio do ano o número de diagnósticos de conjuntivite viral no hospital saltou de 48 para 54,  um aumento de 12%. O especialista explica que conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente que recobre o globo ocular.

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