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sáb, 11 jul 2026
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Tráfego em Ormuz diminui em meio a tensões com Irã

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O tráfego diário de navios mercantes pelo Estreito de Ormuz registrou uma queda notável nos últimos dias de julho de 2024. Esta diminuição ocorreu em meio à escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, com ataques iranianos a embarcações comerciais e ações retaliatórias dos Estados Unidos.

Empresas de navegação e governos ao redor do mundo monitoram intensamente a situação neste corredor marítimo vital. Consequentemente, a preocupação com a segurança das rotas comerciais cresce, afetando a movimentação de navios-tanque e outras embarcações que dependem do Estreito para acesso ao Golfo Pérsico.

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Escalada das tensões na região

A região testemunhou um aumento nas hostilidades ao longo de julho de 2024, culminando em ataques iranianos a navios comerciais. Por outro lado, forças dos EUA responderam com ataques contra o Irã, intensificando um ciclo de retaliação que impacta diretamente a segurança da navegação. O Estreito de Ormuz, conhecido por ser uma via crucial para o transporte global de petróleo e gás, tornou-se o epicentro dessas tensões.

Dados de tráfego confirmam redução

Plataformas de dados como Kpler e LSEG, que rastreiam o fluxo de commodities, confirmaram a desaceleração do tráfego. Uma análise da Kpler revelou que o movimento de navios-tanque de GLP e petróleo caiu para seu nível diário mais baixo desde 28 de junho de 2024. Em 10 de julho de 2024, apenas dez navios cruzaram o Estreito, enquanto em 8 de julho de 2024 o número era de quatorze e em 6 de julho de 2024, vinte e duas embarcações haviam passado.

Movimentação de navios-tanque de GLP

Nos primeiros dias de julho de 2024, pelo menos cinco navios-tanque de gás liquefeito de petróleo (GLP) sem carga entraram no Estreito de Ormuz. Entre eles, destacam-se o GasLog Shanghai, controlado pela empresa de navegação grega GasLog, e quatro embarcações ligadas à QatarEnergy: Al Samriya, Al Dafna, Al Gattara e Al Rayyan. O GasLog Shanghai e o Al Rayyan provavelmente ingressaram no Estreito durante a madrugada de 10 de julho, tendo sido avistados fora da via navegável em 9 de julho.

Contudo, os outros três navios da QatarEnergy foram avistados pela última vez na costa oeste da Índia semanas antes. O Al Samriya e o Al Gattara foram vistos por volta de 18 e 19 de junho de 2024, enquanto o Al Dafna foi registrado em 29 de junho de 2024. Enquanto isso, o superpetroleiro Nissos Kea entrou no Estreito em 10 de julho, e o superpetroleiro Lila Vadinar deixou a região.

Rotas alternativas e transponders desligados

A natureza dos ataques iranianos apresenta uma mudança significativa, conforme Xavier Tang, analista sênior de mercado da Vortexa. Ele observou que, diferentemente do início do conflito, o Irã agora foca em navios que utilizam a rota de Omã, em vez de mirar todas as embarcações. Consequentemente, este cenário força uma reavaliação das estratégias de navegação.

Portanto, os navios podem começar a optar por uma rota iraniana ou a transitar de forma discreta ao atravessar o Estreito, segundo Tang. Além disso, fontes do setor de navegação relataram que as embarcações estão desligando seus transponders públicos de rastreamento com maior frequência, dificultando a visibilidade completa do tráfego e aumentando os desafios de monitoramento para as autoridades.

Monitoramento contínuo da navegação

Diante da instabilidade, empresas e governos continuam a monitorar de perto cada movimento no Estreito de Ormuz. A navegação segura na região permanece uma prioridade global, impactando o comércio internacional e os mercados de energia. Portanto, a análise constante de dados de rastreamento e inteligência é fundamental para antecipar e responder a novas ocorrências.

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