Vini Jr, estrela da Seleção Brasileira, vem consolidando sua excelente fase ao marcar gols em todas as partidas da Copa do Mundo de 2026 até o momento. O atacante busca um feito raríssimo na história dos Mundiais: balançar as redes em todos os confrontos disputados por sua equipe. Esta performance notável não só impulsiona o Brasil, mas também coloca o jogador em uma seleta lista de atletas com consistência singular em Copas.
Consistência Goleadora na Copa de 2026
Em uma performance individual de destaque, Vinícius Júnior já balançou as redes nos três jogos da Seleção Brasileira neste Mundial, somando quatro tentos. Esta sequência impressionante o coloca entre os principais nomes do torneio, atraindo a atenção para sua capacidade de decisão em momentos cruciais. Além disso, a busca por uma marca histórica adiciona um capítulo especial à sua jornada na competição.
O marroquino Ismael Saibari também demonstra uma regularidade impressionante, com três gols em três partidas, incluindo um marcado contra o goleiro Alisson na estreia do Marrocos. Outros quatro atacantes, que até o momento disputaram apenas dois jogos, igualmente mantêm um aproveitamento impecável. Entre eles, o argentino Lionel Messi já soma cinco gols, com três contra a Argélia e dois diante da Áustria, almejando o mesmo feito de marcar em todos os jogos.
Em contraste, na Copa de 2022, Messi quase atingiu essa marca, marcando em seis dos sete jogos e tendo passado em branco apenas na partida contra a Polônia, na fase de grupos. O norueguês Erling Haaland, de 25 anos, em sua primeira participação em Mundiais, apresenta uma regularidade impressionante, com dois gols em cada jogo contra Iraque e Senegal. Da mesma forma, o francês Kylian Mbappé registrou dois gols em cada um dos confrontos contra os mesmos adversários.
Com quatro gols cada um, Haaland e Mbappé se enfrentarão na terceira rodada do Grupo I nesta sexta-feira (26). Este confronto será crucial não apenas pela liderança da chave, mas também pela continuidade da artilharia ininterrupta de ambos. O alemão Deniz Undav, com um gol diante de Curaçao e dois contra a Costa do Marfim, igualmente integra a lista de possíveis artilheiros em todos os jogos.
O holandês Crysencio Summerville segue o mesmo caminho, tendo anotado um gol contra o Japão e outro diante da Suécia. Assim, também se destaca o japonês Daichi Kamada, um verdadeiro homem-gol que deixou sua marca tanto contra a Holanda quanto contra a Tunísia. Estes oito jogadores atuais, portanto, têm a chance de igualar um feito que poucos conseguiram na história das Copas.
O Seleto Clube dos Goleadores Constantes
Atingir a marca de fazer gols em todas as partidas de uma Copa do Mundo é um privilégio para pouquíssimos atletas ao longo da história do futebol. Esta proeza exige uma constância de desempenho e um faro de gol que poucos conseguem manter do início ao fim do torneio, desde a estreia até a última partida disputada por sua seleção.
Na Copa do Mundo da França, em 1938, o húngaro György Sárosi demonstrou essa capacidade. Ele marcou dois gols nas oitavas-de-final contra as Índias Orientais Holandesas, um gol nas quartas-de-final contra a Suíça, e outro nas semifinais diante da Suécia. Na decisão contra a Itália, Sárosi voltou a balançar as redes, apesar de sua equipe ter conquistado o vice-campeonato mundial.
Em 1950, durante a Copa do Mundo realizada no Brasil, o uruguaio Alcides Ghiggia eternizou seu nome neste clube restrito. O atacante de renome do Peñarol anotou um gol em cada um dos quatro jogos da ‘Celeste’ naquele Mundial. Ele marcou contra a Bolívia, Espanha, Suécia e, notavelmente, fez o gol decisivo contra Barbosa, aos 34 minutos do segundo tempo, tirando o título da Seleção Brasileira no Maracanã.
Ainda mais impressionante foi a campanha do marroquino Just Fontaine, que atuou pela França na Copa da Suécia de 1958. Com a camisa 17, Fontaine registrou 13 gols em seis jogos, uma média avassaladora. Na primeira fase, ele marcou três contra o Paraguai, dois contra a Iugoslávia e um contra a Escócia.
Nas quartas-de-final, Fontaine continuou sua sequência goleadora com mais dois gols diante da Irlanda do Norte. Nas semifinais, apesar da derrota francesa por 5 a 2 para o Brasil, ele também deixou sua marca. Para finalizar sua participação histórica, o atacante anotou mais quatro gols na disputa pelo terceiro lugar contra a Alemanha Ocidental, sem ter feito nenhum de pênalti.
No México, em 1970, Jairzinho, o ‘Furacão da Copa’, se destacou não apenas por suas belas atuações, mas por ter feito gols em todos os seis jogos da Seleção Brasileira. Esta equipe, que entraria para a história ao conquistar o tricampeonato mundial, contava com a regularidade impressionante de seu atacante. O goleador do Botafogo anotou dois na Tchecoslováquia, um na Inglaterra e um na Romênia, na primeira fase.
Nas quartas-de-final, Jairzinho mostrou serviço mais uma vez contra o Peru, marcando outro gol. Nas semifinais, ele balançou as redes contra o Uruguai e, na finalíssima contra a Itália, também deixou sua marca. A consistência de Jairzinho em jogos tão decisivos reforça a complexidade de manter essa regularidade ao longo de todo o torneio, provando ser uma missão árdua na maior competição de futebol do planeta.


