Ação contra a evasão escolar pretende auxiliar estudantes em situação de pobreza e extrema pobreza
Nesta quinta-feira (19), o Governo do Estado de São Paulo lançou o Bolsa do Povo Educação, programa que prevê o pagamento de R$ 1 mil, por ano letivo, aos estudantes do Ensino Médio em vulnerabilidade social. O objetivo é evitar que estes jovens abandonem a escola, auxiliando as famílias durante a pandemia de Covid-19.
“Cinco milhões de crianças deixaram a escola em 2020 no Brasil. Isso é um deserto para o futuro do Brasil. Pessoas sem ensino não reagem, se tornam dependentes. E é isso o que nós não queremos. Queremos crianças e jovens que tenham, pelo ensino, a oportunidade de viver melhor”, afirmou o governador João Doria (PSDB).
Por meio do novo benefício, o governo estadual pretende manter os jovens do ensino médio na escola, estimulando a participação nas atividades escolares e, consequentemente, melhorando a aprendizagem.
Os pagamentos serão feitos proporcionalmente ao ano letivo e estão condicionados à frequência escolar mínima de 80%, à dedicação de 2 a 3 horas de estudos pelo aplicativo Centro de Mídias SP (CMSP) e à participação nas avaliações de aprendizagem.
Além disso, os estudantes da 3ª série do Ensino Médio deverão ainda realizar atividades preparatórias para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
No total, o Estado de São Paulo vai investir R$ 400 milhões no programa, com aplicação de R$ 100 milhões ainda em 2021 e de R$ 300 milhões no ano letivo de 2022.
Inscrições
As inscrições para o programa poderão ser realizadas entre 30 de agosto e 10 de setembro pelo site do Bolsa do Povo (clique aqui). Estarão aptos a se inscrever todos os alunos regularmente matriculados no ensino médio e na 9a. série do ensino fundamental da rede estadual de ensino e inscritos no Cadastro Único (CadÚnico).
Dados da Secretaria de Educação indicam que há 3,5 milhões de estudantes matriculados na rede estadual de ensino. Do total, cerca de 770 mil em situação de pobreza ou extrema pobreza. Destes, 1,2 mil estão no ensino médio, sendo 267 mil em vulnerabilidade.


