Nesta sexta-feira (06) o último capítulo da reportagem especial sobre o transporte público da cidade de Guarulhos visitamos as linhas 420 (Jd. Santa Paula-Centro via Monteiro), 411 (Inocoop-Centro via Dutra). Ambas, assim como outras linhas mostradas no decorrer da semana, têm reclamações de má conservação e quebras.
Leia a Reportagem Completa:
- Raio-X do Transporte Público: Passageiros reclamam que falta ônibus municipal no Corredor Taboão-Vila Galvão
- Raio-X do Transporte Público: Munícipes do Pimentas aguardam nova frota nas linha da região
- Raio-X do Transporte Coletivo: Só veículos antigos circulam nas linhas 440 e 342
- Raio-X do Trasporte Coletivo: Superlotação faz parte da rotina diária de quem depende dos ônibus
De acordo com uma fonte do Guarulhos Online, em uma garagem com muitos ônibus é difícil de se fazer a fiscalização dos veículos um a um antes de cada saída para rua, portanto, não será raro encontrar defeitos como uma campainha quebrada ou um elevador inoperante. A fonte revelou ainda que são as empresas que determinam se um ônibus novo vai ou não circular em determinada linha e região.
Segundo ele, as empresas ‘maquiam’ o fluxo de ônibus durante o horário previsto, cumprindo a norma da secretaria de transportes em disponibilizar 80% da frota, mas muitas vezes sem cumprir os horários adequados como no pico na manhã e da tarde, por exemplo, ocasionando atrasos.

Por isso, não é em vão a percepção dos passageiros que relatam esperar muito nos pontos e, por muitas vezes, os ônibus não passarem conforme os horários previstos. A reportagem observou as reclamações sobre esse tipo de ocorrência entre os passageiros da linha 433 (São João-Vila Galvão) que esperam mais de 40 minutos no horário de pico da tarde sentido São João.
Quando os carros quebram há um procedimento entre empresa e prefeitura a ser cumprido. Exige-se um protocolo para registrar a ocorrência. Entretanto, os condutores sabem muitas vezes que determinado veículo apresenta o risco de não cumprir o trajeto por razão de falhas. Mesmo assim, a viagem é liberada assumindo o risco do carro quebrar mais à frente.



