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sáb, 06 jun 2026
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Redes Sociais: 7 em cada 10 jovens tem saúde mental prejudicada, aponta relatório

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Um relatório internacional divulgado em 11 de junho de 2025 revela que redes sociais prejudicam a saúde mental de 70% dos jovens, correlacionando uso excessivo com ansiedade, depressão e suicídio. Os dados sugerem um cenário crítico gerado pela “expansão descontrolada“das plataformas.

Aqui no Brasil, leis federais e estaduais em vigor desde fevereiro de 2025 restringem celulares em escolas, visando proteger alunos. Governos e instituições de ensino locais implementam ações para combater o vício digital, enquanto especialistas alertam para riscos.

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O quanto isso é efetivo?

Impacto das Redes Sociais na saúde mental

adolescente uso de celular, jovem nas redes sociais
Foto: Freepik

Dados do KidsRight, grupo de direitos infantis, mostram que sete em cada dez jovens sofrem com efeitos negativos das redes sociais. Conforme o estudo, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos enfrenta problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta: a taxa global de suicídio nessa faixa etária é de 6 por 100 mil. No Brasil, o Instituto DimiCuida registrou 56 mortes de crianças em desafios online.

Um comunicado emitido pela KidsRight diz que:

O relatório deste ano é um alerta que não podemos mais ignorar. A crise de saúde mental entre nossas crianças atingiu um ponto crítico, exacerbada pela expansão descontrolada das mídias sociais, que privilegia o uso em detrimento da segurança.

Diante desse cenário, Guarulhos aderiu às leis federal (nº 15.100/2025) e estadual (PL 293/2024). Juntas, elas proíbem o uso de celulares, tablets e relógios inteligentes durante aulas, recreios e intervalos em todas as escolas. A medida afeta 321 mil alunos: 146 mil da rede estadual, 115 mil da municipal e 60 mil de instituições particulares.

Contexto global: proibição dos celulares não é solução única

celular, usando redes sociais
Foto: cottonbro studio / Pexels

O relatório do KidsRight adverte: proibições radicais, como a da Austrália (que vetou redes sociais para menores de 16 anos), não são eficazes. Segundo o documento, elas violam direitos civis e ignoram a necessidade de equilíbrio. Inclusive, o texto defende acesso a conteúdo educacional online para evitar isolamento.

No Brasil, 86% da população apoia restrições a celulares em escolas, segundo pesquisa Nexus. Ademais, 76% acreditam que os aparelhos atrapalham o aprendizado (Datafolha, 2024).

Contexto em Guarulhos: conscientização do uso das Redes Sociais e sanções

Escolas de Guarulhos iniciaram o ano letivo sem os celulares nas salas de aula, mas com ações de conscientização. Primeiramente, palestras, cartazes e webinários do MEC orientam pais e alunos. Posteriormente, as instituições definiram regras específicas. Por exemplo:

  • Estudantes flagrados com celular em sala têm o aparelho recolhido e assinam termo de entrega.
  • Reincidentes passam por atendimento psicológico.
  • Casos persistentes acionam o Conselho Tutelar.

A Secretaria Estadual de Educação distribuiu um “Documento Orientador” para padronizar procedimentos. Consequentemente, escolas como as da rede municipal de Guarulhos já adaptaram seus regimentos.

Exceções e apoio pedagógico

A proibição não é absoluta. Celulares são permitidos para:

  • Atividades pedagógicas supervisionadas;
  • Alunos com deficiência;
  • Emergências médicas;
  • Casos de força maior.
uso de celular, criança, redes sociais

Paralelamente, o MEC oferece cursos para professores sobre uso responsável da tecnologia. Da mesma forma, o programa Conviva, da Secretaria Estadual, fornece suporte psicológico às escolas. Afinal, como ressalta Kátia Schweickardt, secretária de Educação Básica: “Queremos mitigar danos socioemocionais causados pelo mau uso da tecnologia”.

No caminho certo: mas, com obstáculos e resistência

Escolas locais enfrentam obstáculos práticos. Por um lado, há resistência de alunos acostumados ao vício digital. Por outro, pais questionam a comunicação durante emergências. Contudo, as instituições criaram canais diretos com responsáveis para contatos urgentes.

Especialistas reforçam que as leis são um primeiro passo. Todavia, é essencial combinar regras com educação digital. Afinal, como mostra o caso de São Paulo (primeiro estado a banir celulares), o objetivo é promover interações reais e concentração.

Guarulhos alinha-se a tendências globais ao priorizar a saúde mental de jovens. As evidências são claras: redes sociais desreguladas e uso excessivo de celulares geram crises. Portanto, as novas regras buscam um ambiente escolar mais saudável. Ainda assim, o sucesso depende da colaboração entre famílias, educadores e políticas públicas continuadas.

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