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ter, 21 jul 2026
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Trabalho Doméstico Formal Brasil 2025: Setor fecha ano com 1,3 milhão de vínculos e salário em alta

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou, nesta sexta-feira (10), um estudo que revela o fechamento de 2025 com mais de 1,3 milhão de vínculos formais no trabalho doméstico brasileiro. Apesar de registrar um número ligeiramente inferior ao do ano anterior, o setor mantém estabilidade e, notavelmente, apresentou um crescimento significativo na remuneração média real.

Conforme os dados do eSocial, disponibilizados no Painel do Trabalho Doméstico, o país contabilizou 1.302.792 vínculos ativos em 2025. Contudo, em 2024, esse número havia alcançado 1.343.792 registros formais. Apesar da pequena retração no volume total, a média salarial real evoluiu de R$ 1.949,06 em dezembro de 2024 para R$ 2.047,92 em dezembro de 2025, um indicativo de valorização.

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Demografia e Perfis Profissionais no Setor

A análise demográfica do setor reitera a predominância feminina, uma vez que as mulheres representam 88,64% do total, somando 1.154.128 vínculos. Por outro lado, os homens correspondem a 11,36% da força de trabalho formal. Em termos de autodeclaração de raça e cor, a maioria se identifica como branca (44,54%) ou parda (41,56%), evidenciando a diversidade presente na categoria, segundo o MTE.

A escolaridade dos profissionais também se destaca nos dados. A maior parcela possui ensino médio completo, totalizando 545.468 trabalhadores com essa formação. Além disso, 350 mil profissionais registraram nível fundamental incompleto, e 218.794 já concluíram o ensino fundamental. Esses números sublinham o perfil educacional da categoria.

Adicionalmente, a faixa etária com maior representatividade é a de 50 a 59 anos, com 450.516 vínculos. Em seguida, encontram-se os trabalhadores entre 40 e 49 anos, somando 414.572, e aqueles de 30 a 39 anos, com 184.258 vínculos. Este panorama revela a maturidade da força de trabalho no segmento.

Ocupações e Remunerações Específicas

A ocupação de empregado doméstico nos serviços gerais concentra a maior fatia dos vínculos, com 991.391 registros e uma remuneração média de R$ 1.952,44. Outras funções relevantes incluem babás, que totalizam 124.753 vínculos e apresentam uma média salarial de R$ 2.098,67, refletindo a demanda por cuidados específicos.

Os cuidadores de idosos, por sua vez, somam 75.908 vínculos, com uma média salarial de R$ 2.281,78. Já a categoria de motoristas de carro de passeio registrou 20.061 vínculos, alcançando uma média de R$ 3.142,17. Curiosamente, a maior remuneração média é observada entre os enfermeiros, que, mesmo com apenas 453 vínculos, chegam a R$ 4.813,10.

Panorama Regional e Desigualdades Salariais

Geograficamente, os estados do Sudeste lideram a empregabilidade no setor. São Paulo, com 391.991 vínculos, Minas Gerais, que registrou 158.383, e Rio de Janeiro, com 140.772, são os maiores empregadores. No Nordeste, estados como Bahia (68.589), Pernambuco (57.570) e Ceará (28.885) também exibem participação expressiva na formalização.

Similarmente, no Sul e Centro-Oeste, Rio Grande do Sul (66.539), Paraná (56.126) e Goiás (54.469) se destacam, embora com volumes menores de vínculos. O MTE enfatiza que há variações regionais importantes na remuneração. Contudo, os estados do Sudeste e do Sul geralmente registram médias salariais mais elevadas, enquanto Norte e Nordeste apresentam valores inferiores.

Essa disparidade salarial regional evidencia as desigualdades que permeiam o mercado de trabalho brasileiro como um todo. Portanto, o estudo do Ministério do Trabalho e Emprego oferece um retrato detalhado do trabalho doméstico formal, apontando para a estabilidade do setor e a gradual valorização da remuneração, ao mesmo tempo em que destaca desafios como as disparidades regionais.

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