O Ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro anunciou nesta sexta-feira (24) durante entrevista coletiva às 11h, sua saída do governo Jair Bolsonaro. A intenção do Ministro era especulada por bastidores em Brasília e foi anunciada ainda ontem, pelo Guarulhos Online.
No Diário Oficial da União de hoje está publicada a demissão do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. A saída não agradou à Moro, mas, o Ministro e o Presidente assinaram o documento. Dado o fato, cresceu a expectativa no descolamento Sérgio Moro do Ministério que comanda a Polícia Federal.
O já ex Ministro da Justiça e da Segurança Pública convocou um pronunciamento oficial que foi muito aguardado por todos. Mas, para Bolsonaro, nenhum ministro é insubstituível. No início do mês, Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, foi demitido depois de desavenças com Presidente sobre os métodos para o enfrentamento da pandemia no novo coronavírus.
No anúncio, Moro fez avaliação das ações da pasta durante sua gestão no Ministério e defendeu e autonomia da Polícia Federal. Ressaltou quais eram as condições em que estabeleceu e lhe foram garantidas quando ele assumiu. Mas, assumiu que houve quebra de confiança na relação com o Executivo.
Assim como Mandetta, Moro saí fortalecido do Ministério no campo político. Sua candidatura à presidência em 2022 já é cotada pelo Partido Podemos. Caso assim ocorra, a ruptura da direita brasileira será concretizada e um novo capítulo dessa história será lançado.
O dólar comercial registrou novos recordes nesta manhã e está cotado acima dos R$ 5,60, a Bolsa de Valores cai 5%. O Consultor do Mercado Financeiro, Alberto Furtado avalia o reflexo desse episódio em Brasília.
“Apesar do Ministério da Justiça não ter influência na política econômica, essa é mais uma demonstração de instabilidade política do país. A troca de Ministros durante uma pandemia, demonstra sinalização negativa para os investidores e tem muito a ver com a crise de confiança atual. Os investidores externos principalmente, não colocam capital no país e isso faz a moeda americana disparar. Internamente o governo se enfraquece e gera insegurança para o banco central que fica sem credibilidade nas ações financeiras”.


