O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) concedeu nesta sexta-feira (24) prisão domiciliar a um dos suspeitos presos pelo roubo de mais de 700 kg de ouro no Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de Guarulhos.
O crime aconteceu em julho de 2019. Mas, um dos criminosos, Marcelo José de Lima, que conseguiu o habeas corpus, ficou temporariamente foragido e foi o quinto participante da ação localizado pela polícia.
Ele já tinha passagens por roubo a carro-forte, morava no Morumbi e estava construindo uma chácara de alto padrão em Atibaia. Para a concessão do benefício, o ministro Sebastião Reis Júnior considerou o princípio da dignidade da pessoa humana.
Baseado na justificativa que Marcelo Lima trata um câncer metastático em estado avançado no hospital penitenciário. O acusado vai aguardar o julgamento em prisão domiciliar.
“Não se ignora a natureza dos delitos perpetrados, bem como a periculosidade do agente durante a empreitada criminosa, contudo, tendo em vista o atual quadro de saúde do paciente, bem como a pandemia ocasionada pelo coronavírus (Covid-19), resguardando a dignidade da pessoa humana e não nos descuidando do extremo cuidado que o feito requer, entendo ser o caso de se assegurar ao paciente que aguarde o trâmite da ação penal em prisão domiciliar”, justificou o ministro do STJ.
O Crime
Considerado um dos maiores crimes contra o patrimônio da história do país, o roubo de 718,9 kg de ouro no terminal de cargas do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, aconteceu na tarde do dia 25 de julho de 2019.
Um grupo de homens fortemente armados disfarçados de policiais federais invadiu o terminal de cargas e roubou o montante avaliado em US$ 29,2 milhões (cerca R$ 110,2 milhões). A carga estava indo para Toronto, no Canadá, e Nova York, nos Estados Unidos.
Fonte: G1


