O comércio do estado de São Paulo prevê um crescimento de 3% nas vendas para o Dia das Mães deste ano em comparação com a data de 2023. A expectativa, divulgada nesta quarta-feira (6) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), indica que o faturamento total atingirá a marca de R$ 82 bilhões, representando um incremento de R$ 2,7 bilhões sobre o período anterior.
Otimismo Impulsionado por Emprego e Renda
A FecomercioSP sustenta essa projeção otimista em bases econômicas sólidas, destacando a contínua recuperação do mercado de trabalho. A entidade aponta que a criação de novas vagas e a estabilidade empregatícia têm contribuído diretamente para o aumento da renda disponível das famílias paulistas, incentivando, consequentemente, uma maior propensão ao consumo.
Além disso, a maior facilidade de acesso ao crédito figura como um componente crucial para o cenário positivo delineado. Com mais pessoas aptas a consumir e obter financiamento, o Dia das Mães reafirma sua posição como uma das datas mais relevantes para o varejo, em especial para os segmentos tradicionalmente associados à compra de presentes e às celebrações familiares.
Setores em Destaque e Desafios Econômicos
Conforme o levantamento detalhado pela FecomercioSP, alguns setores específicos deverão registrar as maiores taxas de crescimento no faturamento. As farmácias e perfumarias lideram essas projeções, com um avanço esperado de 6% em relação ao ano anterior, impulsionadas pela busca por itens de cuidado pessoal e beleza. Em seguida, as lojas de vestuário, tecidos e calçados esperam um aumento de 4% nas vendas.
Os supermercados também se preparam para um incremento de 3%, impulsionados tanto pela aquisição de produtos para o dia a dia quanto por itens voltados a almoços e celebrações especiais em família. Contudo, o cenário não se mostra uniforme para todos os segmentos do varejo, com desafios distintos emergindo em setores que dependem de maior investimento por parte do consumidor.
Impacto em Bens Duráveis
Por outro lado, o segmento de bens duráveis enfrenta um panorama menos promissor. A FecomercioSP indica que os juros elevados e um índice de endividamento familiar ainda considerável impactam negativamente a compra de itens como eletrodomésticos, eletrônicos e móveis. A aquisição desses produtos, que geralmente requer linhas de crédito e compromete a renda por vários meses, torna-se mais restrita aos consumidores.
Diante desse cenário, as vendas das lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos deverão apresentar as menores taxas de crescimento em maio, com apenas 1%. As lojas de móveis e decoração, embora em patamar ligeiramente superior, também terão uma alta modesta de 2%, refletindo a cautela do consumidor paulista frente às incertezas econômicas e eleitorais que persistem no horizonte.


