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dom, 05 jul 2026
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Natação Paralímpica Brasil World Series: Recorde Mundial e 10 Medalhas em Berlim

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A seleção brasileira de natação paralímpica iniciou sua jornada na World Series em Berlim, Alemanha, com um desempenho espetacular. O país acumulou um total de dez medalhas – nove nas disputas adultas e uma entre os jovens atletas – marcando a abertura da competição. O ponto alto da participação brasileira foi a quebra de um recorde mundial, protagonizada pela nadadora Beatriz Flausino.

A conquista histórica de Flausino ocorreu na prova dos 100 metros peito, válida pela classe SB14, destinada a atletas com deficiência intelectual. A paulista de Osasco, de apenas 22 anos, que já havia sido campeã mundial em Singapura no ano anterior, estabeleceu a nova marca de 1min11s52 durante as eliminatórias. Desta forma, ela superou o recorde anterior de 1min12s02, que pertencia à espanhola Michelle Morales, registrado nos Jogos de Tóquio em 2021.

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Beatriz Flausino Celebra Recorde e Desempenho Consistente

Emocionada com o feito, Flausino expressou sua satisfação: “Estou muito feliz. Agradeço aos meus apoiadores, ao meu técnico e à minha família. Queria fazer esta marca desde o Mundial no ano passado, mas não estava totalmente preparada para isso. Depois da competição, comecei o ano focada neste recorde.” A atleta demonstra que o planejamento e a dedicação são cruciais para alcançar objetivos tão grandiosos no esporte paralímpico.

Na final dos 100m peito, após sua performance recordista nas eliminatórias, Flausino garantiu a medalha de prata ao concluir a prova em 1min12s49. Adicionalmente, a também brasileira Alessandra Oliveira, competindo na classe SB4, conquistou o bronze com o tempo de 1min43s41. Este resultado também lhe rendeu o ouro na disputa júnior da mesma prova, mostrando a força da nova geração da natação paralímpica.

Múltiplas Conquistas e Dobradinhas Brasileiras no Pódio

O Brasil também se destacou com dobradinhas em diversas provas. Nos 100m livre, o mineiro Gabriel Araújo, da classe S2, assegurou o ouro com 1min56s01, enquanto o conterrâneo Arthur Xavier, da classe S14, levou a prata. O pódio foi completado pelo britânico William Ellard, também da classe S14, que conquistou o bronze, consolidando a presença brasileira no topo em provas importantes.

Gabriel Araújo emplacou outra dobradinha, desta vez nos 50m borboleta, ao lado de Samuel Oliveira, conhecido como Samuka. Samuka faturou o ouro com o tempo de 33s13, e Gabrielzinho levou a prata com 53s09. O sul-africano Christian Sadie, da classe 7, ficou com o bronze. Posteriormente, Samuka garantiu seu segundo ouro do dia nos 50m costas, marcando 34s66 em uma performance dominante.

Na categoria feminina dos 50m costas, a carioca Lídia Cruz, da classe S4, conquistou a prata com o tempo de 51s83. O topo do pódio ficou com a turca Sevilay Ozturk, com o ouro, e a ucraniana Maryna Verbova, com o bronze. Lídia celebrou seu desempenho, ressaltando a importância da prova para sua temporada e a emoção de quebrar o gelo com uma medalha significativa neste evento inicial.

A catarinense Mayara Petzold encerrou o primeiro dia de competições para o Brasil com uma medalha de prata nos 50m borboleta, registrando 35s90. A irlandesa Dearbhaile Brady venceu a prova, e a norte-americana Mallory Weggemann, da classe S6, arrematou o bronze. O desempenho coletivo sublinha a profundidade do talento e a constante evolução da natação paralímpica brasileira em diversas categorias.

Relevância da World Series e Expectativas para o Brasil

A World Series de Natação Paralímpica, que acontece em Berlim até sábado (9), é um evento crucial no calendário internacional, servindo como importante termômetro para os atletas antes de grandes competições, como os Jogos Paralímpicos. O formato multiclasses, onde nadadores de diferentes classificações competem na mesma série, adiciona um desafio estratégico e dinâmico à disputa, exigindo máxima concentração e técnica de todos os participantes.

Com dezessete representantes, a delegação brasileira demonstra sua força e aposta em uma participação sólida e vencedora. As conquistas iniciais, incluindo um recorde mundial, estabelecem uma base promissora para os próximos dias de provas, elevando a moral da equipe. Portanto, o “Brasil Paralímpico” reafirma seu papel de destaque no cenário mundial, inspirando novos talentos e consolidando a posição do país no esporte adaptado em nível internacional.

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