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qua, 17 jun 2026
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Vacina contra febre amarela SP: Saúde reforça imunização após 11º caso no Vale do Paraíba

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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) alertou, nesta semana, para a necessidade urgente de vacinação contra a febre amarela, após registrar o 11º caso da doença no estado em 2026. Um homem de 55 anos, não vacinado e residente de Lagoinha, no Vale do Paraíba, foi diagnosticado, reforçando a preocupação da pasta com a região que concentra a maioria dos registros e óbitos. Portanto, a orientação é intensificar a imunização, principalmente com a aproximação das férias escolares.

Até o momento, o estado de São Paulo contabiliza 11 casos confirmados e seis óbitos por febre amarela neste ano, sendo a maioria na região do Vale do Paraíba. Nesses termos, nove dos casos, que resultaram em cinco mortes, foram identificados na localidade. Ademais, outros registros ocorreram nas regiões de Sorocaba, com um caso sem óbito, e Bauru, que infelizmente notificou um caso com uma morte.

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Um dado alarmante é que nenhum dos pacientes confirmados, incluindo os que faleceram, havia recebido a vacina contra a doença. Este cenário acende um alerta significativo para a saúde pública, sobretudo porque a imunização é a principal e mais eficaz ferramenta de prevenção. Consequentemente, a SES-SP reitera a importância de manter a caderneta vacinal atualizada.

Cenário Epidemiológico e Alerta Regional

Diante da proximidade das férias escolares, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforça a recomendação para que a vacina seja aplicada com antecedência mínima de dez dias antes de qualquer exposição ao risco. Assim, cidadãos que planejam viagens para áreas rurais, de mata ou regiões onde há circulação do vírus devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), Tatiana Lang, enfatiza a segurança e eficácia do imunizante, que está amplamente disponível. De fato, “a vacina contra a febre amarela é segura, eficaz e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde dos 645 municípios paulistas”. Ela ainda destaca que, desde 2019, a imunização é um procedimento recomendado para toda a população paulista.

Além disso, a Secretaria mantém um monitoramento contínuo do cenário epidemiológico em todo o estado, com ações ativas de vigilância e prevenção. Portanto, a população é orientada a comunicar imediatamente aos serviços de saúde qualquer caso suspeito da doença. Essa medida é crucial para garantir uma resposta rápida e, assim, reduzir o risco de transmissão.

Sintomas e Ciclos de Transmissão

Os primeiros sinais da febre amarela manifestam-se de forma súbita, englobando febre alta, calafrios intensos, fortes dores de cabeça e nas costas, e dores generalizadas pelo corpo. Ademais, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza também são sintomas comuns que requerem atenção médica imediata para um diagnóstico e tratamento adequados.

A transmissão da febre amarela ocorre exclusivamente através da picada de mosquitos infectados pelo vírus, dividindo-se em dois ciclos distintos. No ciclo silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes são os principais vetores, infectando primatas não humanos que atuam como hospedeiros amplificadores. Contudo, seres humanos são considerados hospedeiros acidentais nesse contexto.

Por outro lado, no ciclo urbano, a transmissão é realizada pelo mosquito Aedes aegypti, caso esteja infectado. É importante ressaltar que o Brasil não registra casos de febre amarela urbana desde o ano de 1942, o que reforça a importância da vigilância e do controle das populações de mosquitos em áreas urbanas, apesar de o foco atual ser o ciclo silvestre.

Quem Deve se Vacinar e Esclarecimentos

A vacina contra a febre amarela é oferecida gratuitamente e integra o calendário de vacinação de rotina, sendo uma medida fundamental para a saúde pública. Dessa forma, crianças devem receber uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos de idade. Indivíduos que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos necessitam de um reforço adicional.

Adolescentes e adultos entre 5 e 59 anos que nunca foram vacinados devem receber uma dose única para garantir a imunização completa. Além disso, pessoas que receberam a dose fracionada em 2018 precisam verificar a necessidade de atualização de sua caderneta vacinal junto a um profissional de saúde. Pessoas acima dos 59 anos sem comorbidades graves, que residem ou viajarão para áreas de risco, também devem procurar a vacinação.

Para dirimir quaisquer dúvidas sobre a imunização, o Governo de São Paulo disponibiliza o portal “Vacina 100 Dúvidas”. Esta ferramenta online oferece respostas para as perguntas mais frequentes sobre vacinação, abrangendo temas como efeitos colaterais, eficácia dos imunizantes e os riscos associados à não vacinação. O acesso está disponível em www.vacina100duvidas.sp.gov.br.

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