O Governo do Estado de São Paulo divulgou o detalhamento do “Plano São Paulo” durante coletiva nesta quarta-feira (27) no Palácio dos Bandeirantes. O anúncio já era aguardado desde ontem (26) quando alguns setores foram demostrados para reabertura gradual nas próximas semanas.
A iniciativa vem na contramão dos posicionamentos adotados pelo Governador João Doria (PSDB) e a equipe do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo. O tucano e seus apoiadores defenderam o isolamento social e a quarentena domiciliar desde o primeiro caso confirmado da doença.
Entretanto, a posição unânime defendida pelo governo é de que todas as decisões adotadas para contenção da doença foram eficientes. Mesmo, sem os resultados esperados no mega rodízio e no mega feriado, o estado diz que privou 866 mil novos casos da doença.
Qual o Plano
O Plano São Paulo dividiu 17 regiões do estado que serão alocadas em 5 fases divididas por cores sendo vermelha, laranja e amarela, verde a azul. Semanalmente essas regiões terão que cumprir protocolos como:
- taxa de isolamento acima de 55%;
- redução no número de novos casos por 14 dias seguidos;
- ocupação nos leitos de UTI inferior a 60%.

Desta forma, será possível gradualmente, flexibilizar, nas fases 2, 3 e 4. As zonas vermelhas mantem a quarentena, as áreas em laranja e amarela terão que atender aos critérios que serão decididos pelas prefeituras.

Entre os setores cogitados para reabertura parcial com restrições estão shoppings, eventos e cultura. Além disso, bares, escritórios e locais de lazer são considerados no plano de retomada, desde que sigam os protocolos de higiene e contenção de aglomerações.

Questionado sobre a capacidade de fiscalização, manutenção e efetividade do projeto, o governo não soube explicar como assim fará. Mas sinalizou que pode recuar diante da ineficiência das metas.


