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dom, 07 jun 2026
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Ataques a ônibus sobem para 179 em SP; suspeito é preso no ABC

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Os ataques a ônibus estão viralizando em São Paulo. Com os 179 da Capital sobe para 350 o número de veículos vandalizados no Estado (com direito uma passageira com ferimento no rosto). A Polícia Militar prendeu na manhã de sábado (29) um homem de 27 anos suspeito de atacar pelo menos três ônibus. Ele portava pedras e barra de ferro em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, o suspeito foi detido em flagrante na avenida Senador Vergueiro. A prisão ocorreu durante a série de ataques que já atingiu mais de 125 veículos em nove dias apenas na capital paulista.

Prisão em flagrante durante série de ataques a ônibus

O suspeito foi capturado quando ainda estava em ação na região central de São Bernardo do Campo. Segundo motoristas que presenciaram os ataques, ele teria danificado um ônibus na avenida Kennedy e outros dois na Senador Vergueiro. Mais ainda: ele depredou pontos de ônibus próximos.

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Durante a abordagem, os policiais notaram que o homem apresentava comportamento alterado, com falas desconexas e ferimentos no rosto. Ademais, ele mostrou resistência à prisão, sendo necessário o uso de algemas antes do encaminhamento ao Hospital de Urgências do município.

Passageira ferida por estilhaços de vidro

A escalada de violência contra o transporte público tem causado ferimentos em passageiros inocentes. Recentemente, uma mulher de 31 anos foi atingida por estilhaços de vidro quando um ônibus foi apedrejado. O fato ocorreu na avenida Washington Luis, no Campo Belo, zona sul de São Paulo.

O ataque aconteceu por volta das 21h45, quando a passageira estava no primeiro banco do lado direito mexendo no celular. Posteriormente, câmeras de segurança do veículo registraram o momento exato em que o vidro explodiu sobre ela. O evento causou ferimentos que demandaram atendimento médico na UPA Vila Santa Catarina.

Confira o vídeo do momento do ataque:

Investigação sobre ataques a ônibus centralizada no DEIC

A gravidade da situação fez com que o governo Tarcísio de Freitas colocasse o DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) na linha de frente das apurações. Anteriormente, cada ocorrência seguia para as delegacias de bairro, dificultando a identificação de padrões nos ataques.

Dados mais recentes revelam que o número de ataques cresceu exponencialmente. De acordo com informações da SPTrans e da Secretaria de Transportes da capital paulista, divulgadas pelo Diário do Transporte, já são 179 ônibus vandalizados entre os dias 12 e 30 de junho apenas na cidade de São Paulo. Considerando toda a Grande São Paulo, incluindo ônibus metropolitanos e municipais de cidades vizinhas, o número se aproxima de 350 casos neste mês.

Possível motivação em redes sociais

Ataques a ônibus
Foto: Reprodução

Motoristas ouvidos durante as investigações sugerem que os ataques podem estar sendo motivados por desafios em grupos de redes sociais. Entretanto, não há confirmação oficial sobre essa hipótese, e as autoridades continuam investigando as verdadeiras causas dos ataques coordenados.

O presidente em exercício do sindicato dos motoristas de São Paulo, Valdemir dos Santos Soares, encaminhou um ofício na terça-feira (24) ao secretário da Segurança Pública Guilherme Derrite. Nele, a saber, Soares solicita reunião presencial para discutir medidas de proteção aos profissionais.

Histórico de ataques semelhantes

Este não é o primeiro caso de ataques coordenados contra ônibus na Grande São Paulo. Em agosto de 2018, uma situação similar resultou em 34 veículos atingidos em três dias por bolas de gude e pedras. Porém, o caso foi restrito ao bairro Cidade Tiradentes e direcionado a uma viação específica.

Atualmente, os ataques acontecem de forma mais dispersa geograficamente, atingindo diferentes empresas e regiões. Por isso, a investigação se tornou mais complexa, exigindo coordenação entre diferentes distritos policiais e municípios.

Registro do caso e próximos passos

O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo como atentado contra a segurança de outro meio de transporte, dano e resistência. Ou seja, a Secretaria da Segurança Pública não confirmou se há relação direta entre essa prisão e a série de ataques investigados pelo DEIC.

O prefeito Ricardo Nunes afirmou na manhã desta segunda-feira (30) que os casos ainda são um mistério, mas espera que a Polícia Civil apresente respostas nos próximos dias. Sendo assim, a SPTrans comunicou que as empresas operadoras encaminham veículos danificados para manutenção imediata obrigatoriamente, substituindo-os pela reserva técnica para garantir continuidade do serviço.

Somente no último final de semana, a região do ABC registrou 17 ônibus vandalizados, sendo 13 em circunstâncias similares aos casos investigados pelo DEIC. Em suma, o padrão coordenado dos ataques reforça a hipótese de organização através de redes sociais.

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