O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 71 anos, permanece internado em quadro estável no Hospital DF Star, em Brasília (DF), após ter sido submetido a uma cirurgia no ombro na sexta-feira, dia 1º de setembro. O procedimento, realizado para reparo artroscópico do manguito rotador, ocorreu sem intercorrências, conforme o boletim médico divulgado neste domingo (03) pela equipe hospitalar.
Evolução Clínica e Cuidados Pós-Operatórios
O Hospital DF Star informou que o ex-presidente mantém uma boa evolução clínica, com controle eficaz da dor. Ele segue em um apartamento, recebendo analgesia e medidas de prevenção de trombose, essenciais para a recuperação pós-cirúrgica. Além disso, a equipe médica já iniciou a fase de reabilitação.
A nota oficial foi assinada por uma equipe multidisciplinar, incluindo o cirurgião de ombro Alexandre Firmino Paniago, o cirurgião geral Claudio Birolini, os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, e o diretor-geral Alisson Borges. Contudo, não há previsão de alta imediata, pois a recuperação demanda tempo e acompanhamento contínuo.
Natureza do Procedimento e Autorização Judicial
A cirurgia realizada em Bolsonaro consistiu em um reparo artroscópico do manguito rotador, um procedimento comum para corrigir lesões na região do ombro. Tais lesões foram previamente comprovadas por exames específicos e por um relatório fisioterápico detalhado, justificando a intervenção.
Ademais, o procedimento cirúrgico foi devidamente autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Essa aprovação ocorreu após uma manifestação favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, considerando a necessidade do tratamento para a saúde do ex-presidente.
Contexto da Internação e Situação Jurídica
A atual internação de Jair Bolsonaro acontece enquanto ele cumpre prisão domiciliar humanitária. Essa condição foi estabelecida desde o dia 24 de março, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, após um período de internação por pneumonia bacteriana que demandou cuidados especiais.
Nesse sentido, a situação médica do ex-presidente é monitorada em um cenário de restrições judiciais. Vale ressaltar que Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses de prisão, por seu papel de liderança na trama golpista. Por conseguinte, qualquer deslocamento ou procedimento médico exige autorização judicial.


