O Brasil sediará a Copa do Mundo Feminina de Futebol em 2027, marcando a primeira vez que um país sul-americano receberá o torneio. A decisão da FIFA, anunciada em maio de 2024, gerou grande expectativa nacional, com São Paulo e outras sete capitais brasileiras prontas para acolher as seleções e os torcedores.
A competição reunirá 32 seleções de todo o mundo, prometendo um mês de futebol intenso e visibilidade sem precedentes para a modalidade no país. Os jogos ocorrerão entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, abrangendo diversas regiões brasileiras.
Capitais recebem o Mundial feminino
O torneio terá um caráter verdadeiramente nacional, com partidas distribuídas por oito importantes capitais. Além da metrópole de São Paulo, cidades como Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Salvador também funcionarão como palcos dos confrontos.
Esta distribuição geográfica busca engajar públicos diversos, além de mostrar a capacidade do Brasil em organizar grandes eventos esportivos. Portanto, os moradores de Guarulhos e da Grande São Paulo terão fácil acesso a muitos jogos na capital paulista, reforçando o impacto regional do evento.
Legado e transformação cultural
Em preparação para o evento, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já havia nomeado, em abril de 2023, Aline Pellegrino, ex-capitã da seleção brasileira e medalhista olímpica, como diretora executiva de legado e relações institucionais para a Copa de 2027. Ela enfatiza o potencial transformador do Mundial.
Pellegrino destaca que a Copa transcende o esporte, promovendo um impacto social significativo na busca por uma sociedade mais igualitária. Consequentemente, o futebol detém um poder intrínseco de mudança, e o evento pode fortalecer a cultura de igualdade no esporte e na sociedade. Além disso, a iniciativa visa inspirar meninas e meninos a praticarem futebol sem barreiras, desmistificando a ideia de que o esporte tem gênero.
Entusiasmo e visibilidade para atletas
A expectativa é palpável entre atletas e jovens fãs. Myllene D’Arc, jogadora do time Republicanas de Brasília, vê no torneio uma oportunidade para ampliar a visibilidade do futebol feminino. Ela afirma que o Mundial demonstrará que “futebol não é só para homem”, reforçando o empoderamento feminino no esporte.
Por outro lado, a nova geração já sonha com o evento. Sofia Seabra, de 13 anos, fã da atacante Marta, expressou grande empolgação, negociando com sua família a possibilidade de assistir à abertura no Maracanã. A jovem Manuela Baère, de apenas 6 anos, também compartilhou seu entusiasmo, ansiosa para ver as atletas em campo, algo que, para ela, é menos comum que acompanhar jogos masculinos.
Desde sua primeira edição em 1991, apenas cinco seleções levantaram a taça: Estados Unidos (quatro vezes), Alemanha (duas), Noruega (uma), Japão (uma) e Espanha (uma), a atual campeã. O Brasil, agora anfitrião, buscará seu primeiro título em casa, impulsionado por uma torcida que promete ser fervorosa.


