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sex, 05 jun 2026
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Coluna Aberta: Maternidade e o desprestígio da mulher no cenário corporativo 

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O começo da vida de um indivíduo é fundamental os cuidados físicos e emocionais, seus relacionamentos primários são essenciais para o desenvolvimento como um todo, esses relacionamentos se dão a partir do contato com a figura materna e paterna. Então por que, para a sociedade somente a mulher é vista como essencial? Haja visto, o tempo de licença maternidade da mulher em comparação a do homem.  

Não dá para ignorarmos a distinção entre os sexos dentro das empresas, mas a diferença fica mais acentuada quando estamos falando de uma profissional mulher – mãe.

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Quando acompanhamos mais de perto uma mulher e um homem em uma empresa, que apresentam formações e experiências similares, vemos distinção no salário, oportunidades de carreira e desenvolvimento dentro da empresa, como se a maternidade fosse um “desabono” a essa profissional mulher.

A maternidade, (em sua grande maioria), coincide com uma fase que a mulher está em plena ascensão de carreira entre os 25/ 40 anos, e é tida pelos empregadores como um empecilho, como um problema, e muitas vezes precisa brigar para assegurar o seu desejo sobre tornar-se mãe, no momento que está também desenvolvendo seus passos na carreira que almeja.

No retorno da licença maternidade essa mãe tem dificuldades emocionais e sociais, cerca de 50% das mulheres são demitidas até o primeiro ano do bebê. Além de que, aquelas que retornam de licença maternidade de 120 dias, não se sentem seguras para gozar o direito das pausas para amamentar seu bebê, (que se dá no período de 1 hora por dia até o seu filho completar seis meses de vida), sofrem com distinções no tratamento pelos colegas e superiores, contribuindo para danos emocionais e baixo desempenho ou até mesmo desenvolvem burnout, a partir do pensamento de que precisa fazer “muito mais” para não ser vista como menos eficiente pós maternidade. 

Muitas mulheres se rendem à pressão social, onde coloca a maternidade como um risco a sua profissão e idealizações no mundo corporativo, vindo a poder torná-la inferior diante dos seus colegas, distanciando-a de seus objetivos, e então optam por adiarem esse plano de gestar um filho. Como se tivesse aprendido que a maternidade e crescimento profissional são incompatíveis, e quando enfim decidem engravidar, muitas não conseguem de maneira natural e se culpam quando, por vezes, precisam recorrer a procedimentos clínicos para tal. Além do desgaste emocional para o casal, existe o impacto financeiro, pois os tratamentos exigem investimentos altos.

Conciliar a maternidade e a vida profissional não é uma tarefa fácil, mas é possível, desde que essa mulher seja vista socialmente de maneira real, e possa contar com uma rede de apoio (que não necessariamente é familiar), além é claro da presença do companheiro (a) que não se enquadra em rede de apoio, e sim, que tem responsabilidades a cumprir diante do seu papel, para que juntos possam se fortalecer emocionalmente e driblar sentimentos que contribuem para o surgimento de transtornos e sofrimentos psíquicos.

Busquem informações e apoio.

* Lei n° 11.770 de 9/9/2008 possibilita a ampliação da licença maternidade para 180 dias 

Daniele Barros é Mãe | Psicóloga Obstétrica | Graduada em Gestão de Pessoas | Pós graduada em Marketing pela Business School São Paulo | Psicologia Analítica Junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa | Formação em Psicologia Perinatal e da Parentalidade pelo Instituto Mater Online | Em formação neuropsicológica pelo Hospital Albert Einstein | Sempre em busca constante aprimoramento em Saúde Mental.

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