A Prefeitura quer ceder a área de lazer para implantação de uma unidade de tratamento de esgoto na região
A Comissão de Obras e Serviços Públicos da Câmara de Guarulhos realizou uma visita técnica ao Estádio Arnaldo José Celeste, na região da Ponte Grande, nesta quarta-feira (24). A intenção foi verificar uma área do local que é objeto de desafetação no PL 3606/2021, de autoria da Prefeitura, para cessão de uso à Sabesp.
Além dos vereadores Romildo Santos (PSD) e Lucas Sanches (PP), que fazem parte da Comissão, estiveram presentes os parlamentares: Janete Rocha Pietá (PT), Lauri Rocha (PSD) e Márcia Taschetti (PP).
O projeto pretende desafetar uma área pública na Av. Domingos Fanganiello e, com isso, fazer a cessão do uso para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). De acordo com a justificativa do projeto, o objetivo é implantar no lugar uma unidade de recuperação de qualidade da água.
Moradores da região reclamam de perder um equipamento esportivo com a desafetação.
“Com essa parceria da Prefeitura com a Sabesp, a população perde esse campo de futebol e uma pista de skate. Aqui é um espaço que as pessoas usam para jogar futebol e esporte é saúde nos finais de semana”, afirmou o vereador Lucas Sanches.
Valdemir Viana de Freitas, gerente regional da Sabesp, explicou que o local pretende ser usado com um equipamento para tratar parte do esgoto da região central da cidade.
“Conseguiremos recuperar esse líquido que vem do centro da cidade, com todo o esgoto da região central junto com a contribuição dos rios, e deixaremos a região da Ponte Grande um ambiente melhor na questão ambiental e visual,” disse.
Valdemir esclareceu alguns pontos levantados por moradores.
“O equipamento não produz cheiro, na verdade, ele vai remover o odor atual. Ele não traz barulho porque é moderno e tem tratamento acústico, impedindo que o ruído saia para as ruas. A malha viária também não será afetada porque os resíduos que esse equipamento despeja é na ordem de uma caçamba por dia”.
Sobre a perda do campo de futebol, o gerente ressaltou que Prefeitura vai buscar soluções para suprir essa demanda. Romildo Santos, presidente da Comissão, destacou que a Sabesp procurou outras áreas para implantar o equipamento, mas a outra opção levantada é uma área de recomposição ambiental, o que impossibilitaria a instalação.
“Os moradores querem fazer mais reuniões para entender melhor. Pedimos para a Sabesp também a cópia do documento do Ministério Público que o promotor diz que a área está sendo recuperada e não pode receber estação de esgoto”, disse.
Santos ainda afirmou que participará das próximas reuniões sobre o tema e pretende conversar com a Sabesp e o governo municipal para chamar o promotor público da área ambiental para falar da importância do equipamento e os motivos do local escolhido.


