Após dias intensos de confrontos, a Copa do Mundo entra em uma pausa estratégica nesta quarta-feira, 8 de dezembro, antes das quartas de final. O torneio já testemunhou a eliminação precoce de potências como Brasil, Alemanha e Holanda, enquanto nações como Cabo Verde surpreendem com campanhas históricas. Contudo, um episódio envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a FIFA adiciona uma camada de controvérsia ao evento.
Grandes favoritos se despedem da competição
Diversas seleções com tradição em Copas do Mundo já deixaram a disputa, marcando a atual edição por resultados inesperados. A Alemanha, campeã em 2014, novamente não conseguiu avançar significativamente. Após ser eliminada na fase de grupos em 2018 e 2022, a seleção alemã despediu-se do torneio neste ano, caindo para o Paraguai na fase de 16 avos de final.
A Holanda também encerrou sua participação após um confronto eletrizante contra Marrocos. A partida foi decidida nos pênaltis, onde o goleiro marroquino Bono brilhou, repetindo o protagonismo que já havia demonstrado na Copa do Catar, quando parou a Espanha, também nas oitavas de final.
Enquanto isso, o Brasil, que apostava no talento individual de Vinícius Jr., não conseguiu ir além das oitavas de final. A equipe comandada por Carlo Ancelotti perdeu para a Noruega. Apesar de não ter o mesmo brilho individual, a seleção norueguesa mostrou-se mais organizada e contou com a eficácia de Haaland, que marcou dois gols e garantiu a classificação de sua equipe.
Cabo Verde surpreende e faz história no mundial
Entre os destaques da Copa, a seleção de Cabo Verde emergiu como uma verdadeira sensação. Mesmo após a derrota para a Argentina na fase de 16 avos de final, que levou a partida à prorrogação, os africanos demonstraram grande resistência. A torcida argentina vivenciou um verdadeiro calvário antes de celebrar a vitória.
Além disso, a equipe caboverdiana foi responsável pelo gol mais bonito da fase, segundo a própria FIFA, marcado por Sidny Cabral em um chute preciso de longa distância. Antes de sua eliminação, Cabo Verde já havia chamado a atenção na fase de grupos, conquistando empates contra campeões mundiais como Espanha e Uruguai.
Nesse contexto, o goleiro Vozinha, um veterano de 40 anos, transformou-se em celebridade nas redes sociais. Ele chegou à Copa sem um clube, contudo, sua performance excepcional no torneio sugere que não permanecerá muito tempo sem contrato.
Polêmica com Donald Trump marca fase de oitavas de final
Um incidente de natureza política marcou a fase de 16 avos de final, envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a partida entre Estados Unidos e Bósnia, o atacante norte-americano Balogun recebeu um cartão vermelho após uma falta grave. Contudo, Trump, sem conhecimento notório das regras do esporte, procurou o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para solicitar a revisão da decisão arbitral.
Infantino confirmou a conversa, mas afirmou que não houve influência direta na deliberação. A questão foi levada ao Comitê Disciplinar da FIFA, que atendeu ao pleito e anulou a suspensão de Balogun. No entanto, o presidente da entidade máxima do futebol reiterou a autonomia e independência do comitê.
Apesar da reversão do cartão, a presença de Balogun na partida seguinte, contra a Bélgica, pelas oitavas de final, não foi suficiente. Os belgas aplicaram 4 a 1 sobre os Estados Unidos, com uma celebração do último gol que imitava uma dança de Donald Trump, em claro tom de deboche.
França demonstra força e avança rumo ao título
Em contrapartida às surpresas e eliminações, a França tem confirmado seu favoritismo na Copa do Mundo. Os atuais vice-campeões apresentam um futebol convincente e arrojado, superando os adversários sem grandes sustos. A equipe já derrotou seleções como Senegal, Iraque, Noruega e Suécia ao longo do torneio.
Na fase de 16 avos de final, a França enfrentou o Paraguai em um jogo físico, vencendo por 1 a 0. Apesar de alguma dificuldade contra um adversário que priorizou a defesa na tentativa de levar a partida para os pênaltis, os franceses garantiram sua vaga com eficiência.
Diferentemente de muitos times que dependem de uma ou duas estrelas, a França exibe um elenco com múltiplas opções de alto nível. O zagueiro Upamecano oferece segurança na defesa, enquanto os meias Rabiot, Dembélé e Olise controlam o ritmo do jogo. Além disso, o atacante Mbappé continua sendo a principal referência ofensiva da equipe.


