25 C
Guarulhos
seg, 20 jul 2026
- PUBLICIDADE -

Cuba monitora movimentação militar EUA após novas ameaças de Trump

PUBLICIDADE

O governo cubano, por meio de seu embaixador José R. Cabañas Rodríguez e do Centro de Investigações de Política Internacional (CIPI) em Havana, intensificou o estudo da movimentação militar dos Estados Unidos na região. Esta ação responde diretamente às recentes ameaças proferidas por Donald Trump de “tomar Cuba”, reacendendo a possibilidade de uma invasão para a qual o país caribenho se prepara historicamente.

Análise da Ameaça e Preparação Histórica

A percepção de risco militar dos Estados Unidos tem sido uma constante em Cuba desde o triunfo da Revolução em 1959. Segundo o embaixador Cabañas, essa ameaça ressurge consistentemente quando os EUA identificam um momento de fragilidade econômica na ilha que possa oferecer uma suposta chance de sucesso em uma intervenção. Consequentemente, a vigilância sobre as forças militares norte-americanas é ininterrupta.

PUBLICIDADE

O diretor do CIPI, em Havana, reiterou que os responsáveis por analisar a iminência de uma invasão realizam um trabalho contínuo, estudando os movimentos das forças militares. Além disso, ele enfatizou que as guerras contemporâneas podem ser travadas à distância, o que requer uma avaliação constante e detalhada do cenário geopolítico.

Guantánamo e a Proximidade da Ameaça

A base naval estadunidense em Guantánamo, ocupada desde 1903, adiciona uma camada de complexidade à situação, pois os EUA já mantêm forças e recursos dentro do território cubano. Dessa forma, as gerações de cubanos cresceram e viveram sob a sombra dessa presença militar, um lembrete constante da vulnerabilidade territorial. Tal presença dispensa um deslocamento de tropas para iniciar uma ação, caso fosse essa a intenção.

A possibilidade de invasão parecia iminente em diversos momentos da história, como durante as intervenções dos EUA em Granada (1983) e no Panamá (1989), com uma notável mobilização de forças militares nas proximidades de Cuba em 1989. Contudo, a unidade do povo cubano, exemplificada na vitória da Praia Girón em 1961 contra uma invasão apoiada pelos EUA, é considerada a chave para enfrentar tais cenários.

Impacto do Bloqueio Econômico e Resposta

Paralelamente às ameaças militares, a Casa Branca tem renovado o bloqueio econômico imposto a Cuba, endurecendo as sanções e ameaçando países que comercializam petróleo com Havana. Esta política de pressão resultou em uma severa crise de abastecimento, deixando a ilha sem receber petróleo por mais de três meses, com consequências graves para a população.

Os relatos de cubanos em Havana confirmam que o país enfrenta um dos seus momentos mais críticos, caracterizado por apagões diários de até doze horas na capital e períodos ainda mais longos no interior. Um petroleiro russo conseguiu furar o bloqueio com cem mil toneladas métricas de petróleo bruto, oferecendo um alívio temporário, mas essa carga supre apenas um terço da demanda mensal.

Negociações e Denúncias Internacionais

Nesse contexto de escassez crítica e pressão externa, Havana e Washington iniciaram negociações em busca de um acordo para permitir a importação de petróleo por Cuba. No entanto, o diplomata José Cabañas ressaltou que Cuba não fará concessões que violem sua soberania, pois sempre negociou com os EUA e outras nações a partir de uma posição de igualdade, respeito e reciprocidade.

Adicionalmente, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciou publicamente na Organização das Nações Unidas (ONU) o bloqueio energético imposto pelos EUA como uma forma de punição coletiva. A medida, segundo ele, visa subjugar o povo cubano pela fome, doenças e escassez de bens essenciais, impactando diretamente mais de noventa e seis mil cubanos que aguardam cirurgias e milhares de pacientes que dependem de radioterapia e hemodiálise.

A Guerra de Informação

Diferentemente de épocas passadas, o cenário atual é marcado por um excesso de informações sobre uma possível invasão a Cuba, o que o diplomata Cabañas avalia como uma tática para amedrontar a população. Ele argumentou que as guerras modernas frequentemente utilizam a informação como arma, buscando “contaminar” e desanimar o país e seus habitantes que podem ser agredidos.

Portanto, a leitura da imprensa corporativa estadunidense, que frequentemente indica a possibilidade de invasão, é interpretada por Havana como uma tentativa de “intoxicar” a população cubana. Desse modo, a vigilância se estende não apenas aos movimentos militares, mas também às narrativas midiáticas, consideradas parte integrante das estratégias de pressão.

PUBLICIDADE

VEJA TAMBÉM

REDES SOCIAIS

30,908FãsCurtir
10,600SeguidoresSeguir
5,417SeguidoresSeguir
3,070InscritosInscrever
PUBLICIDADE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS