Em plena pandemia, grandes filas continuam sendo formadas em agências da Caixa Econômica Federal em Guarulhos. Nesta semana, de segunda-feira 27/04 até a quinta-feira 30/04, as agências da cidade chegaram ao ápice de lotação, apresentando filas cheias de pessoas em busca de receber o auxílio emergencial de R$ 600 pago pelo governo federal.
A grande preocupação está relacionada ao o risco de transmissão e contágio do novo coronavírus, pois os limites de distanciamento entre as pessoas não estão sendo respeitados, além do fato de muitos não estarem devidamente protegidos, ignorando o uso de máscaras.
Na última segunda-feira (27) a Prefeitura de Guarulhos chegou a realizar fiscalizações em agências bancárias em alguns pontos da cidade. Os bancos foram denunciados justamente por estarem gerando aglomerações e descumprindo o decreto 36.811, que determinou medidas para evitar a disseminação do novo coronavírus no município.

A população, por sua vez, se vê refém de uma situação criada pelo próprio sistema de pagamento do benefício, que o Governo Federal deixou a cargo da Caixa. É o caso da senhora Maria de Lourdes Ferreira, que reclama da falta de respeito e comprometimento da dignidade dos cidadãos:
“Primeiro que o aplicativo sempre mostrava o resultado como ‘em análise’, aí fui consultando e depois de muito tempo finalmente o benefício foi aprovado, mas eu não sei mexer nessas tecnologias então tive que vir pessoalmente para resolver. Isso é uma humilhação, pois para termos alguma ajuda temos que colocar nossa saúde em risco”.
Segundo o decreto da Prefeitura os estabelecimentos que estão podendo exercer suas atividades devem instalar barreiras físicas (de vidro, acrílico ou similar) e promover a demarcação no solo para que os clientes permaneçam em espera a uma distância mínima de um metro uns dos outros. Além disso, em todos os locais com atendimento presencial, passa a ser obrigatório que os clientes estejam utilizando máscaras, coisa que não está acontecendo nas agências bancárias.
Indo no sentido contrário do que recomendam as autoridades sanitárias e médicas, que defendem o distanciamento social para frear a proliferação do novo coronavírus, as filas e aglomerações nas agências da Caixa são cada vez mais comuns.


