Prefeitura afirma que dinheiro também foi investido na compra de cestas básicas e insumos hospitalares
De acordo com o prefeito Gustavo Henric Costa (PSD), o Guti, o dinheiro repassado pelo Governo Federal foi utilizado na construção do hospital de campanha, na compra de insumos e, atualmente, na locação de 30 leitos de UTI em um hospital privado na cidade de Guarulhos. As informações foram dadas em entrevista na rádio Nova Brasil, nessa quinta-feira (06).
Guti afirmou que um leito de UTI custa, no mínimo, R$ 1.800,00 por dia. “Se for alugar em ampla escala, é custoso”, disse. Além disso, ele ressaltou que o dinheiro não é aplicado somente na Saúde, mas também “em questões humanitárias” para tentar combater os efeitos da Covid-19.
“Para crianças que estão na escola pública municipal, aproximadamente 120 mil crianças, a gente tem comprado aproximadamente 120 mil cestas básicas, porque elas se alimentam dentro das escolas”, ressaltou Guti.
Durante a entrevista, uma moradora de Guarulhos questionou o prefeito sobre a entrega das cestas. Ela tem um filho matriculado na rede municipal e disse que há 5 meses não recebe cesta básica. Guti respondeu que provavelmente o recebimento ocorrerá entre esta e a próxima semana.
“Já distribuímos aproximadamente 70 mil [cestas básicas]. Não sei qual a escola dela, mas provavelmente entre esta semana e a próxima ela vai receber, porque é o prazo que se encerra a distribuição deste mês. As 120 mil crianças da rede receberão as cestas básicas”, prometeu o prefeito.
Hospital de campanha
Durante a primeira fase da pandemia, o município de Guarulhos contou com um hospital de campanha que atendeu por cerca de seis meses os pacientes de Covid-19. Atualmente, a administração municipal tem reforçado o atendimento com a locação de 30 leitos em um hospital privado na cidade.
O prefeito afirmou que a cidade tinha cerca de 75 leitos de UTI, e que agora possui aproximadamente 180 leitos. Até quinta-feira (06), Guarulhos registrava uma taxa de 92,1% na ocupação desses leitos. No entanto, ele não considera um retorno do hospital de campanha.
“A gente chegou a bater, em várias oportunidades, quase 100% [de ocupação]. Agora, nossa média móvel de mortes e contaminação tem caído bastante, aproximadamente 37% em óbitos e 60% em contaminação. Se for necessário, a gente vai contatar para alugar mais leitos da inciativa privada”, comentou.


