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dom, 19 jul 2026
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Prévia da inflação: IPCA-15 desacelera para 0,62% em maio impulsionado por alimentos

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou variação de 0,62% em maio, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa prévia da inflação demonstra uma desaceleração significativa em relação a abril, quando a taxa foi de 0,89%, apresentando uma queda de 0,27 ponto percentual no período. Contudo, apesar da diminuição mensal, o índice acumulado em 12 meses permanece acima do registrado no período imediatamente anterior, influenciado principalmente por alimentação e bebidas.

Cenário Inflacionário Recorrente

Apesar da desaceleração mensal observada, o IPCA-15 acumulou uma alta de 3,02% no ano, atingindo 4,64% em 12 meses. Esta marca superou os 4,37% verificados nos 12 meses imediatamente anteriores, sinalizando uma persistência na elevação dos preços em um horizonte mais amplo. Além disso, quando comparado a maio de 2025, que registrou 0,36%, a atual elevação do patamar inflacionário torna-se evidente, exigindo atenção contínua das autoridades econômicas.

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Principais Grupos de Impacto no IPCA-15

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, o segmento de alimentação e bebidas destacou-se com a maior variação, alcançando 1,38% no período analisado. Na sequência, habitação apresentou alta de 1,03% e saúde e cuidados pessoais registrou variação de 1,05%, consolidando-se como as principais influências para o resultado geral do IPCA-15 em maio. As demais variações oscilaram entre -0,33% para transportes e 0,50% para despesas pessoais.

Comportamento da Alimentação e Bebidas

No grupo alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio mostrou uma leve desaceleração, passando de 1,77% em abril para 1,73% em maio. Este resultado foi impulsionado pela redução nos preços da maçã, que caiu 2,32%, e do café moído, com decréscimo de 2,09%. Por outro lado, alguns itens básicos registraram aumentos expressivos, como a batata-inglesa (26,29%), o tomate (12,97%), o leite longa vida (6,07%) e as carnes (1,98%).

A alimentação fora do domicílio também apresentou desaceleração em maio, atingindo 0,51% contra 0,7% em abril. Esta moderação ocorreu devido às variações nos preços da refeição e do lanche, que subiram 0,57% e 0,37%, respectivamente, após registrarem altas mais acentuadas no mês anterior. Portanto, o comportamento dos alimentos segue sendo um fator relevante e volátil na composição do índice.

Influência da Habitação e Energia Elétrica

O grupo habitação, que contribuiu com 1,03% para o índice geral, teve como principal fator a energia elétrica residencial, com um acréscimo de 2,16%. O IBGE esclareceu que, a partir de maio, a bandeira tarifária amarela entrou em vigor, implicando na cobrança adicional de R$1,885 a cada 100 kWh consumidos. Essa medida afetou diretamente o custo da moradia para os consumidores brasileiros, impactando o orçamento familiar.

Variações em Saúde e Cuidados Pessoais

O segmento de saúde e cuidados pessoais, que registrou 1,05%, foi particularmente impactado pelos produtos de higiene pessoal, com alta de 1,60%, e pelos produtos farmacêuticos, que subiram 1,25%. Adicionalmente, o custo dos planos de saúde teve um aumento de 0,5%. O instituto apontou que o reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, autorizado desde 1º de abril, pesou consideravelmente nesta categoria, elevando os gastos dos consumidores.

Transportes: Quedas e Aumentos Pontuais

O grupo transportes foi o único a apresentar deflação, com um índice de -0,33%. Os combustíveis tiveram uma desaceleração acentuada, passando de um aumento de 6,06% em abril para uma queda de -1,47% em maio. Essa variação resultou de decréscimos nos preços do etanol (-2,73%), do óleo diesel (-2,04%) e da gasolina (-1,32%). Contudo, o gás veicular registrou alta de 2,12%, e as passagens aéreas aumentaram 3,25% após uma queda expressiva em abril, demonstrando heterogeneidade no setor.

Adicionalmente, o transporte urbano por ônibus recuou 0,56%. Tal fato decorre, segundo o instituto, da implementação de gratuidades ou reduções tarifárias em diversas capitais. Isso inclui os domingos em São Paulo (0,44%) e Salvador (0,36%), e feriados em Brasília (-3,30%), Belém (-3,41%), Belo Horizonte (-3,29%) e Curitiba (-1,46%), medidas que aliviaram o impacto nos gastos dos cidadãos com mobilidade.

Metodologia e Abrangência da Pesquisa do IPCA-15

A coleta dos preços que compõem o IPCA-15 foi realizada entre os dias 16 de abril e 15 de maio, sendo comparada com os valores registrados de 18 de março a 15 de abril de 2026. Este indicador abrange as famílias com rendimento mensal entre 1 e 40 salários-mínimos. A pesquisa é realizada em importantes regiões metropolitanas, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia, garantindo uma ampla representatividade nacional.

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