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sex, 05 jun 2026
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Lula critica invasões: Presidente condena uso da força por nações ricas e política colonialista

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No último sábado, **21 de outubro**, durante a **10ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac)** e o **I Fórum Celac-África**, em **Bogotá**, o presidente **Luiz Inácio Lula da Silva** vocalizou fortes críticas. Em seu discurso, **Lula critica invasões** e a crescente intimidação à soberania da **América Latina e do Caribe**, bem como a percebida retomada de políticas colonialistas por parte dos **Estados Unidos (EUA)**.

Dessa forma, o presidente questionou veementemente a legitimidade de tais ações. “Não é possível alguém achar que é dono dos outros países”, afirmou. Ele citou nominalmente os casos de **Cuba** e **Venezuela**, inquirindo se tais interferências poderiam ser consideradas democráticas.

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Além disso, **Lula** desafiou a existência de qualquer amparo legal para invasões. Nesse sentido, questionou em que parágrafo ou artigo da **Carta da Organização das Nações Unidas (ONU)** está previsto que um país pode invadir outro. “Em que documento do mundo está dito isso? Nem da Bíblia”, pontuou, ressaltando a inexistência de justificativa para a utilização da força e do poder com fins de recolonização.

Lula critica invasões: Desafios à Soberania e o Legado Colonial

Consequentemente, o presidente **Lula** utilizou o caso da **Bolívia** como um exemplo palpável dessa pressão. O país sul-americano enfrenta intensa pressão dos **Estados Unidos** pela venda de seus **minerais críticos**, como o **lítio**, matéria-prima essencial para a confecção de **baterias elétricas**. Esses minerais são cruciais para a transição energética global, baseada em fontes renováveis.

Por outro lado, **Lula** fez um paralelo histórico, remetendo ao passado de países da **América Latina**, do **Caribe** e da **África**. Essas nações foram vítimas de regimes coloniais que sistematicamente saquearam suas **riquezas naturais**, incluindo **ouro**, **prata**, **diamantes** e outros **minérios valiosos**. A experiência de ser despojado de seus recursos é uma cicatriz comum.

Afinal, a atual riqueza da **Bolívia** em **minerais críticos** representa uma oportunidade singular para a nação. O presidente defendeu que a **Bolívia**, a **África** e a **América Latina** não devem mais aceitar ser meros exportadores de matéria-prima. Esses materiais, salientou **Lula**, precisam ser utilizados para promover o **desenvolvimento tecnológico**.

Além disso, ele propôs que quem desejar explorar esses recursos venha se instalar e produzir nos próprios países. Isso permitiria um “salto de qualidade na produção de combustíveis alternativos” e o desenvolvimento local. “Já fomos colonizados, perdemos e conquistamos a democracia; não permitiremos que nos colonizem novamente”, enfatizou o líder brasileiro.

Em suma, é imperativo que a comunidade internacional se manifeste vigorosamente para evitar a repetição de tais eventos. Ele citou a situação em **Gaza** como um exemplo recente e trágico de onde a força foi usada indiscriminadamente.

Crítica à Atuação do Conselho de Segurança da ONU

Entretanto, **Lula** voltou a tecer duras críticas à ineficácia do **Conselho de Segurança da ONU** em prevenir a proliferação de conflitos globais. Ele mencionou explicitamente o “genocídio na **Faixa de Gaza**”, os conflitos na **Líbia** e as guerras no **Iraque** e na **Ucrânia**, além de ataques dos **EUA** e de **Israel** ao **Irã**.

“O que estamos assistindo no mundo é a falta total e absoluta de funcionamento das **Nações Unidas**”, declarou. Consequentemente, o presidente sublinhou que os membros permanentes do **Conselho de Segurança**, criados para manter a paz, parecem ser os próprios instigadores de guerras.

Nesse sentido, **Lula** defendeu a urgência de uma tomada de atitude para impedir que as nações mais poderosas subjugem as mais frágeis. Ele questionou abertamente: “Quando é que a **ONU** vai convocar uma reunião extraordinária para que a gente decida qual é o papel dos membros do **Conselho de Segurança**?” e clamou por sua renovação.

Além disso, o líder brasileiro advogou pela inclusão de mais países para representar o **Conselho de Segurança da ONU**, tornando-o mais representativo da geopolítica atual. A reforma dessa entidade é vista como crucial para restaurar sua credibilidade e eficácia.

Por outro lado, **Lula** criticou a desproporção entre o investimento em armamentos e o combate à fome. Ele revelou dados alarmantes: no ano passado, **US$ 2,7 trilhões** foram gastos em armas e guerras, enquanto **630 milhões** de pessoas ainda sofrem com a fome.

Em suma, milhões de seres humanos ainda vivem sem acesso à **energia elétrica** e **educação**. As consequências dessas guerras fratricidas são devastadoras, resultando em milhões de mulheres e crianças abandonadas. Essas vítimas ficam sem documentos, sem residência e, em muitos casos, sem sequer uma pátria onde morar. É um ciclo de miséria e desumanidade.

Multilateralismo e a Luta por uma Ordem Mais Justa

Dessa forma, a cúpula da **Celac** contou com a presença de diversos líderes, reforçando o caráter multilateral do evento. Entre eles, destacaram-se o presidente colombiano, **Gustavo Petro**, o uruguaio **Yamandú Orsi**, e o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, **Ralph Gonsalves**, além de **vinte chanceleres**.

Além disso, ao abordar a cooperação entre os países da **África**, **América Latina** e **Caribe**, o presidente **Lula** enfatizou o potencial do multilateralismo. Ele salientou as oportunidades de **cooperação**, **investimento** e **comércio** que essa união pode gerar para a região e para o continente africano.

Entretanto, **Lula** reiterou que essas regiões ainda são penalizadas por uma **ordem desigual**, historicamente estabelecida em tempos de **colonialismo** e **apartheid**. Não faz sentido, argumentou, que a **América Latina** e a **África** não possuam representação adequada no **Conselho de Segurança da ONU**.

Afinal, ele concluiu defendendo que é crucial manter o **Atlântico Sul** livre de **disputas geopolíticas**, garantindo a paz e a segurança na região. Esta postura reforça o desejo de autonomia e de uma voz mais ativa no cenário global.

Em suma, a posição do **Brasil**, expressa por **Lula**, busca reverter lógicas históricas de dominação. Sua defesa por um mundo mais equitativo e multipolar ressoa em meio a crescentes tensões internacionais. O que você pensa sobre a **crítica do presidente à atuação de nações ricas**? Deixe seu comentário ou compartilhe este artigo nas suas redes sociais para fomentar o debate!

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