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seg, 27 jul 2026
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Megaoperação mira esquema bilionário do crime organizado no setor de combustíveis

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A Operação Carbono Oculto deflagrou nesta quinta-feira (28) uma das maiores ações contra o crime organizado no Brasil. Simultaneamente, cerca de 1,4 mil agentes cumprem mandados contra 350 investigados em oito estados, mirando especificamente um esquema bilionário no setor de combustíveis.

Primeiramente, a força-tarefa envolve múltiplas instituições. Por exemplo, participam o Ministério Público de São Paulo, através do Gaeco, as Polícias Civil e Militar, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal. Além disso, a Secretaria da Fazenda de São Paulo atua diretamente em 50 alvos com 160 auditores fiscais.

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Operação Carbono Oculto revela esquema complexo

Inicialmente, as investigações identificaram irregularidades em toda a cadeia de combustíveis. Sobretudo, mais de 300 postos apresentavam fraudes qualitativas (combustíveis adulterados) e quantitativas (volume menor nas bombas). Consequentemente, milhões de consumidores foram prejudicados.

Em seguida, descobriu-se que o esquema envolvia o Primeiro Comando da Capital (PCC) e operadores da Faria Lima, utilizando uma rede sofisticada para ocultar recursos. Principalmente, uma fintech que atuava como banco paralelo movimentou R$ 46 bilhões em cinco anos.

Entretanto, os criminosos simulavam compras de redes de postos para expandir o esquema. Quando proprietários cobravam pagamentos, então recebiam ameaças de morte. Paralelamente, importavam metanol irregularmente pelo Porto de Paranaguá, posteriormente desviando o produto para adulterar combustíveis.

Portanto, para camuflar os lucros ilícitos, utilizavam fintechs em vez de bancos tradicionais. Dessa forma, dificultavam o rastreamento dos recursos através de camadas societárias, fundos de investimento e instituições de pagamento.

Finalmente, o secretário Guilherme Derrite destacou que a ação ataca diretamente o núcleo financeiro do crime organizado. Em conclusão, o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos deve solicitar bloqueio de bens para recuperar mais de R$ 7 bilhões em tributos sonegados.

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